Opinião: E o troféu cara de pau 2014 vai para… Luiz Felipe Scolari!

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Luiz Felipe Scolari comandava o Palmeiras rumo à Série B em 2012 quando abandonou o barco, e como consolo recebeu um convite para dirigir a seleção brasileira. Venceu a Copa das Confederações após atuações nada mais que razoáveis, exceto na decisão contra uma Espanha praticamente a passeio. Na Copa do Mundo, em um misto de ilusão e arrogância, garantiu, ao lado de Parreira, que o Brasil era o favorito absoluto ao título. O desfecho todos sabem: os 7×1 que deram um choque de realidade no futebol nacional.

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Como se não bastasse o vexame, Felipão apelou para os números, muitas vezes questionáveis, para vangloriar-se de seu trabalho e dizer que a partida contra a Alemanha foi apenas um apagão, sem contar a patética carta da Dona Lúcia.

Pouco menos de um mês depois, o treinador voltou ao Grêmio nos braços da torcida. Em que pese sua idolatria conquistada com méritos no clube, parecia que os 7×1 haviam sido esquecidos.

No Tricolor, faz, até aqui, um trabalho razoavelmente bom, com ótimas perspectivas de classificar-se para a Taça Libertadores. Porém, duas derrotas, incluindo o confronto direto diante do Corinthians fizeram com que o time agora necessite de ganhar seus próximos jogos e torcer para outras combinações.

Ontem, o Grêmio não jogou bem e mereceu perder. Ponto. Mas Felipão precisava arranjar desculpas para seguir seu script e disse: “Não é interessante para o futebol brasileiro ter dois clubes do Rio Grande do Sul na Libertadores e dois de Minas. É bom que tenha um de Minas Gerais, dois de São Paulo, e quem sabe um do Rio Grande do Sul. Quem sabe… São coisas que ficamos olhando…”. 

Scolari serviu à CBF até meados deste ano. Qual o fundamento de sua declaração? Ele sabe de mais coisa?

Um depoimento como esse pode soar grave, e, como bem observou Mauro Cezar Pereira, no programa “Bate Bola” de hoje, na ESPN Brasil, se o STJD faz questão de punir jogadores com frequência por questões bem menores, por que não faz o mesmo nesse caso?

Vale lembrar que entre as “groselhas” proferidas por Scolari está o “vamos ver se eles vão cair na esparrela do Aranha de novo”, referindo-se a uma possível armação do goleiro santista, vítima de racismo na Arena em Porto Alegre.

De coitadinhos, o Grêmio e seu treinador não têm nada.

Em um país onde reina o chororô por parte de nossos “professores”, que sempre deixam seus erros em segundo plano, Felipão é o maior expoente, e, mais uma vez, optou por colocar a culpa em outro, e não reconheceu que também erra, e muito, como tem errado há anos.

Peroba nele!

Foto: Getty Images



Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.