Opinião: NBB na NBA é o próximo passo da evolução no basquete brasileiro

NBB

A experiência feita em outubro pelo Flamengo ao passar uma parte de sua pré-temporada enfrentando equipes da NBA (Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies) foi um passo de extrema importância para o basquete nacional. A derrota do rubro-negro nos três jogos passou bem longe de ter consequências maiores do que elas realmente representaram: Uma derrota para equipes mais bem estruturadas, adaptadas ao estilo NBA e com maior disciplina tática.

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O objetivo da preparação com equipes “Made in USA” não servem (ou não deveriam servir) apenas para enriquecimento de talento, pois isso a história mostra que os brasileiros também tem, mas na questão estrutural, aspecto no qual ainda “engatinhamos”.

Visto de perto a situação pelo time carioca e feita a introdução com os conservadores regentes da liga norte-americana, é interessante para presidência e conselheiros da NBB integrarem uma verdadeira comissão, junto com os responsáveis das equipes que integram a LNB, para angariar ainda mais equipes nesse mesmo tipo de preparação feita pela equipe da Gávea.

Nosso nível organizacional melhorou, isso é bem verdade e há de ser reconhecido. O projeto NBB tem sido efetivo e deu novo gás a modalidade, até mesmo por isso a evolução não pode parar. Com boa campanha no Mundial, sendo considerada grande candidata a terceira força da competição e tendo derrubado adversários como França e Argentina, temos nossa moral novamente elevada no mundo da bola laranja.

Somente com a união de todas as forças seria possível colocar em prática essa ideia, que traria ganhos inimagináveis a nossa competição. Marketing organizacional, adaptações de regulamento, bastidores das estruturas grandiosas vistas nas transmissões da NBA, onde só o resultado final é notado. Fazer uma lista do quão benéfico seria esse intercâmbio tomaria dois, até três postagens.

Elevar jogadores ao nível das franquias da NBA (Anderson Varejão, Tiago Splitter, Leandrinho, Nenê, Lucas Bebê, Bruno Caboclo etc) e ter até mesmo um atleta campeão da liga norte-americana (Tiago Splitter) nós já temos. Chegou a hora de termos equipes com possibilidades de alcançarem o mesmo feito.

Foto: Divulgação



Jornalista formado em 2012 pela FIAM e que tem paixão por esportes, destacando-se Futebol, MMA, Basquete e Automobilismo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports.