Mercado da bola: Time chinês oferece mais de R$ 20 milhões e pode levar Conca

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O mercado da bola do futebol brasileiro está bastante agitado em torno de uma possível transferência do meia Dario Conca, do Fluminense. Se até pouco tempo atrás o destino do jogador estava entre clubes cariocas (Flamengo ou Fluminense) ou paulistas (Corinthians ou São Paulo), agora a entrada de um forte concorrente do futebol chinês muda todo o cenário.

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Segundo apurado pelo UOL Espotes, o Dalian Aerbin, da Segunda Divisão do futebol chinês, fez uma oferta de US$ 8 milhões (R$ 21,6 milhões) pelos direitos econômicos de Conca. A proposta salarial seria de aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês, números muito superiores aos vencimentos atuais de R$ 750 mil que são custeados pelo Flu (um terço) e Unimed (dois terços). Quem confirmou a informação foi presidente da Unimed, Celso Barros:

“O Conca passou que talvez existisse e o doutor Mário Bittencourt (vice de futebol) falou em uma proposta de 8 milhões de dólares. O Conca me surpreendeu. Eu falei, ‘vai para a China de novo?’ Na primeira vez ele estava querendo voltar, ele é ídolo lá. Cabe agora o Fluminense concordar”, explicou Celso Barros.

Apesar de alta, a proposta ainda está bem abaixo da multa rescisória que o Fluminense exige para liberar o atleta. Segundo André Rocha, que assina o blog “Olho Tático”, no site da ESPN Brasil, os valores necessários para tirar Conca das Laranjeiras precisam ser quase três vezes maiores do que ofereceu o clube chinês:

“São duas mil vezes o salário pago via CLT (Consolidação das Leis do Trabalho): 100 milhões de reais. Isso para transferências em âmbito nacional. Para o exterior está fixado em 20 milhões de euros – aproximadamente 65 milhões de reais”, disse Mario Bittencourt, vice-presidente de futebol do Fluminense em entrevista ao jornalista.

Contudo, a situação de Conca é bastante delicada e os valores oferecido pelo clube chinês agraram o Fluminense. A questão principal, neste caso, é o próprio jogador realmente estar disposto a voltar para a Ásia, uma vez que ele e sua família já estão completamente readaptados à vida no Brasil.