O MVP e a seleção dos XI melhores da Copa São Paulo 2015

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No aniversário de 461 anos da cidade de São Paulo, a metrópole viu a festa de quem mais comemorou na data no futebol. O Corinthians celebrou novamente o 25 de janeiro com um título, ao vencer o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 1 a 0. A nona conquista na 46ª edição da Copa São Paulo evidenciou o futebol de Marciel, e destacou expoentes de outras equipes em todas as posições.

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Como em todos os maiores e mais tradicionais torneios do planeta, a Copinha também permite a elaboração de uma seleção dos melhores de cada posição. Num 4-3-3 habitual, os finalistas dominam a listagem de uma equipe ideal da competição. Corinthians, com cinco nomes, e o vice Botafogo, com quatro eleitos, encabeçam o time de destaques do maior torneio do mundo de futebol de base.

Também como nas grandes premiações, a da Copa São Paulo também possui polêmicas e escolhas discutíveis. A maior das menções para ausentes é a Gabriel Jesus, do Palmeiras. Com uma responsabilidade perigosa para brilhar desde antes do início do torneio, o garoto de 17 anos prometeu, e entregou. Para os XI, porém, ainda que notoriamente mais talentoso, ficou atrás dos concorrentes por ‘milímetros’.

Carente de boas opções na zaga e na lateral direita, a edição de 2015 compensou apresentando gamas de laterais esquerdos e volantes talentosos. No flanco dos canhotos, além dos eleitos, Henrique Custódio (Coritiba), Jorge (Flamengo) e Léo Pelé (Fluminense) mostraram ótimo potencial.

Já no meio, uma positiva tendência que trouxe em fornada volantes técnicos e que não só marcam como participam da criação de jogadas. Dentre eles, Matheus Queiroz (São Paulo), Ikaro (Fluminense), Fernando Medeiros (Santos), Yago (Atlético-MG), Gabriel Moura (Cruzeiro), Lucas Marques (Inter) e Arthur Ramos (Grêmio).

Justamente do setor o eleito ao prêmio de jogador mais valioso (MVP), vai a um jogador da posição. Se nos últimos dois anos os melhores foram os santistas Leandrinho, em 2013, e Lucas Otávio, no torneio seguinte, desta vez a alcunha é para Marciel. Sem um craque dominante, o corintiano sobressaiu-se pela classe e regularidade no torneio. A FPF escolheu o meia Alex, da equipe do interior, como o destaque da finalíssima.

Confira os XI ideais da Copa São Paulo de 2015:

Talles – goleiro, 17 anos (Botafogo-SP)
Herói na disputa de pênaltis contra o xará carioca na segunda fase, vilão na partida decisiva. Apesar da falha, o camisa 12 impressiona pela agilidade mesmo com a altura mediana (1,85m) para os padrões atuais da posição.

Raul – lateral-direito, 17 anos (Grêmio)
Melhor ala da safra 1997 brasileira, o jogador apresentou o cruzamento de melhor qualidade do torneio e liderança incomum para a idade. Deve pedir passagem no elenco principal e na seleção sub-20 em breve.

Rodrigo Sam – zagueiro, 19 anos (Corinthians)
Contratado do Marília em 2014, o capitão Sam trouxe para o Parque São Jorge a bagagem que adquiriu na série A2 e rapidamente se firmou. Veloz, ele também atua como volante e por vezes sequer é notado em campo pela simplicidade de seu jogo.

Caio Ruan – zagueiro, 19 anos (Botafogo-SP)
Pilar do sistema defensivo, possui boa estatura e destacou-se pela firmeza nas jogadas. Numa edição que mostrou poucos zagueiros emergentes, ele e Sam formam a dupla ideal com sobras.

Arana – lateral-esquerdo, 17 anos (Corinthians)
Aos 17 anos de idade, a maioria dos jovens atletas está deixando a categoria juvenil. Já Guilherme Arana acumula um ano como profissional e duas finais de Copa São Paulo. Joga como veterano e sobre entre os de sua idade. Futuro muito promissor.

*MVP*

Marciel – volante, 19 anos (Corinthians)
Dinâmico, com técnica refinada e autor de passes precisos a curta ou a média distância, o meio-campista canhoto esbanjou categoria e comprovou que devia estar no Sul-Americano Sub-20 com Alexandre Gallo. O melhor jogador da Copa São Paulo de 2015.

Alex Apolinário – meia, 18 anos (Botafogo-SP)
Armador alto, canhoto, de técnica refinada e com passes precisos. O cartaz do meia-armador do Botinha induz que em Ribeirão Preto pode surgir um promissor – cada vez mais raro – camisa 10.

Matheus Cassini – meia, 18 anos (Corinthians)
Comparado ao alemão Götze, o arisco meia corintiano é dono de uma perna esquerda talentosa e é preciso nos cortes em diagonal. Coberto de expectativas desde cedo, precisa ser mais constante para jogar com Tite.

João Paulo Hulk – atacante, 18 anos (São Paulo)
Canhoto, de físico privilegiado e arremate potente. As semelhanças com o atacante do Zenit são muitas, mas a versão de Cotia mostrou na Copa SP um repertório variado: gols de falta, vôleio e até olímpico.

Isaac – atacante, 19 anos (Botafogo-SP)
Artilheiro da Copa São Paulo, o centroavante canhoto é participativo e foge do perfil de camisas 9 estáticos. Raçudo e com faro de gol, Isaac Prado já desperta o interesse de grandes clubes do Brasil e anotou oito gols na Copinha.

Gabriel Vasconcelos – atacante, 18 anos (Corinthians)
Campeão Sul-Americano ao lado de Tocantins, tirou o protagonismo do parceiro de seleção sub-15 e foi o artilheiro da equipe com oito tentos. Vindo do Fluminense, em 2014, ele atua em mais de uma função no ataque e movimenta-se incessantemente.

Time reserva:

Rodolfo (Atlético-MG); Léo Príncipe (Corinthians), Léo ‘Mococa’ Duarte (Flamengo), Bruno Viana (Cruzeiro) e Mayc (Botafogo-SP); Gustavo Hebling (São Paulo), Luccas Barreto (Coritiba) e Juninho (Palmeiras); Gabriel Jesus (Palmeiras), Gabriel Braga (Ituano) e Rafaelson (Vitória).

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Jornalista formado pela Fiam-Faam (2016), começou a acompanhar futebol de base a partir de 2007. Colaborou para o site Olheiros.net, foi setorista do Jornal Guarulhos Hoje e trabalhou na Press FC Assessoria e na Revista Palmeiras. Escreve para o Torcedores.com desde 2015.