A Fórmula 1 de saia e salto alto

Crédito: The Malasyaninsider

Bernie Ecclestone, o todo poderoso da F1 gosta de inventar moda, e ele o faz praticamente em todo final de semana de corrida. No final de semana do Grande Prêmio da Malásia ele soltou a novidade: “Quero um campeonato totalmente feminino, que sirva como aperitivo antes da corrida aos domingos”, foi o chefão terminar a frase para o burburinho começar.

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Como o dirigente só pensa em dinheiro o argumento utilizado por ele, foi o de que um grid formado só por mulheres chamaria muito a atenção, o que seria um chamativo para publicidade e consequentemente patrocinadores.

Cinco mulheres já estiveram envolvidas em corridas na história da categoria, são elas: As Italianas, Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi e Giovanna Amati, a Sulafricana Desiré Wilson e a Inglesa Divina Galica. Todas as citadas tiveram passagens apagadas pela categoria máxima do automobilismo.

Além das cinco citadas que chegaram a participar de grandes prêmios, temos o caso de mais quatro mulheres que estiveram próximas (ou não) de integrar o circo da F1. O trágico caso de Maria de Villota, que foi pilota de testes da Marussia e se acidentou em um teste aerodinâmico, acabou perdendo a visão e faleceu tempos depois em razão de sequelas do acidente. Simona de Silvestro atualmente na Indy, a pilota Suíça ficou 2014 como afiliada na Sauber, porém não logrou êxito e retornou a categoria norte americana pra disputar a temporada 2015.

Na Williams, temos Susie Wolf, pilota de testes, a Inglesa pilotou em uma das sessões dos testes de pré-temporada e se envolveu em um estranho acidente com o brasileiro Felipe Nasr, e por fim a espanhola Carmem Jorda, foi anunciada como pilota de desenvolvimento da Lotus (que está precisando de dinheiro).

A ideia de Bernie é válida, e deve ser levada a frente, mas ainda há muito entraves, como: Quais seriam os carros a serem utilizados? Motores? Pneus? Sem qualquer tipo de machismo, haverá mulheres suficientes para formar um grid cheio e interessante? E isso no final renderá publicidade e patrocínio? Eu tenho minhas dúvidas com relação à formação de um grid única e exclusivamente feminino, seria legal? Eu acredito que sim e gostaria muito de ver, mas por enquanto preguemos cautela. E você caro leitor, qual sua opinião sobre a ideia do chefão Bernie sobre a criação dessa nova categoria?



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.