Opinião: Alex, o último grande camisa 10 do futebol brasileiro

Alex
Foto: Reprodução/Twitter

Mesmo alguns dias depois, resolvi escrever um texto sobre Alex. Muito por tudo que representou a mim, e um pouco por duvidas de meu pai (que gosta de futebol, mas não acompanha tão de perto assim) sobre se realmente ele mereceu a despedida que o Palmeiras lhe ofereceu, se foi tudo isso mesmo para o futebol, e se eu realmente deveria ter gasto R$ 120,00 no ingresso de seu tributo, fora o transporte.

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Alex foi um dos maiores de sua geração, no caso a geração daquele que vos escreve. Com sua canhota fantástica, fez lances que somente os gênios do futebol são capazes de fazer. Seja chapéu no zagueiro e goleiro, gol por cobertura sem nem sequer olhar para o guarda-redes, ou gol de letra em final de campeonato. Preciso nas cobranças de falta, precisão maior em passes a rasgar defesas adversárias.

No Brasil, vestiu as camisas de Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo. Conquistou os campeonatos Paranaense, Mineiro, Brasileiro, Copas do Brasil e Libertadores. A verdade é uma só, se listasse aqui todos os prêmios individuais e títulos por cada equipe, ficaria escrevendo até 2016.

Não é só admirado pelos torcedores dos clubes que passou, mas sim, pelo Brasil inteiro.

O gênio, que também é rei na Turquia. É um dos maiores jogadores da história do Fenerbahce, com direito a uma estátua (em tamanho real) em frente ao estádio do time. E, para tentar impedir sua saída do clube, torcedores dormiram em frente a sua casa, tentando fazer com que o meia mudasse de ideia.

Com a Seleção Brasileira, Alex foi campeão de duas Copas América (1999 e 2004), e um Pré-Olímpico, perfeito diga-se de passagem, no ano de 2000.

Até hoje, nem eu, nem você, nem ninguém consegue entender porque Felipão não o incluiu entre os 23 convocados para a Copa do Mundo de 2002. E mesmo após ter cometido tamanho erro, cometeu outro maior, ao chamar Ricardinho, para o lugar de Emerson, cortado as vésperas ao Mundial.

E transfigurando a célebre frase de Zico, vamos dizer a verdade, se Alex não disputou nenhuma Copa, o azar é toda dela (a famosa frase é “Se Zico não conquistou nenhuma Copa, o azar é dela”). O Galinho que disputou três mundiais.

Ganso e “seu futebol acima da média” que me desculpe, mas Alex foi o último grande camisa 10 do futebol brasileiro.

E se valeu a pena ir ver o jogo de despedida? Sim. Cada segundo.

Foto: Reprodução/Twitter



Jornalista em formação - Amante do futebol, seja na América ou Europa. E claro, palmeirense sofredor, mais do que o normal.