Bellucci tem chance de ouro no Masters 1000 de Miami

Belucci
Foto: Getty Images

Na última quinta-feira, Thomaz Bellucci pôs fim a uma série incômoda de oito derrotas consecutivas no circuito ao derrotar o australiano Lleyton Hewitt na estreia do Masters 1000 de Miami. Foi o segundo maior hiato da carreira do paulista desde que se tornou profissional, superado apenas pelos 10 reveses seguidos em 2013, quando Bellucci retornava ao tour após se recuperar de lesão no abdômen.

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A partida contra Hewitt não foi um primor técnico ou tático. Apesar de alguns momentos em que Bellucci disparou bolas vencedoras espetaculares, os erros não forçados e as escolhas equivocadas de golpes arriscados se tornara rotinas.

O pupilo de João Zwetsch cometeu incríveis 71 erros não forçados em três sets diante de um rival de 34 anos que está prestes a se aposentar. No auge, Hewitt impressionava pela regularidade e velocidade de pernas e, como número 1 do mundo, enlouquecia os adversários a ponto de cometerem tamanha margem de pontos de graça. Não foi o caso da partida em Miami, onde o australiano desperdiçou 12 chances de quebrar o serviço de Bellucci, muitas delas exatamente em bolas deixadas na rede.

Com ajuda do rival ou não, Bellucci avança num importante torneio no calendário, que pode levá-lo a subir novamente no ranking. Atualmente ocupando o 81º lugar na ATP, o paulista de Tietê não aproveitou a série de torneios no saibro latino-americano para entrar no top 50 – a única exceção veio no ATP 250 de Quito, em que chegou à semifinal. Ainda assim, o nível da competição era bem fraco já que Bellucci venceu três rivais fora do grupo dos 100 melhores e foi derrotado pelo dominicano Victor Estrella.

Perder partidas ganháveis em eventos onde chega com grandes expectativas não é novidade para Bellucci. Sua carreira é recheada de altos e baixos, mas felizmente, de algum jeito, o tenista de 27 anos encontra um jeito para se reerguer. Torcemos para que o momento descendente já tenha passado e que, na Flórida, o canhoto continue a recuperação.

A chance
Na noite deste sábado, Bellucci tem pela frente o uruguaio Pablo Cuevas, cabeça de chave 19. O brasileiro perdeu os dois jogos para o rival que foi campeão do Brasil Open em São Paulo, mas, cá entre nós, Bellucci não pode reclamar do seu caminho. Cuevas é um adversário totalmente ganhável, tem um jogo que se adapta muito mais para o saibro, isso sem contar a presença da torcida brasileira na quadra, fruto da influência de Guga, vice-campeão em Crandon Park há exatos 15 anos.

Se passar pelo uruguaio, pode cruzar com o espanhol Tommy Robredo, outro cabeça de chave que não assusta tanto assim. Atrás de uma redenção em 2015, Bellucci não pode reclamar da sorte.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.