Com titulares poupadas, Seleção Feminina de Vôlei promete surpresas “de olho” nas Olimpíadas Rio 2016

Getty Images

O ano de 2015 promete ser um ano “coringa” para a preparação da seleção feminina de vôlei na busca pelo tricampeonato olímpico. Recentemente, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) confirmou que o Brasil, por ser sede e já ter vaga garantida nos Jogos Olímpicos Rio 2016, não participará da Copa do Mundo de Vôlei, evento realizado a cada quatro anos, e classificatório para as Olimpíadas.

LEIA MAIS
Opinião: La mucha honra Maria la del barrio yo “NÃO” soy
Opinião: Pinheiros é um dos maiores vencedores da temporada no vôlei

A decisão dividiu opiniões, há aqueles que acreditam que a decisão foi acertada, pois possibilita que outro país sul-americanos entrem na disputa por uma vaga no Rio 2016, e há aqueles que acreditam que a participação da seleção brasileira na competição poderia ser mais uma oportunidade na preparação do time olímpico, além de ser um título ainda não conquistado pela seleção feminina.

O calendário de competições a serem disputadas pelas comandadas de José Roberto Guimarães tem como principais eventos os Jogos Pan-americanos de Toronto, que será de 10 a 26 de julho, e o Grand Prix, de 3 a 26 de julho.

O técnico da seleção confirmou que devido as datas dos eventos coincidirem, serão formados dois times, um time “A” que disputará o Grand Prix, e um time “B” que disputará o Pan-americano. O próprio técnico e algumas jogadoras, como a oposta Sheilla que atualmente está jogando no Vakifbank da Turquia, confirmaram que algumas titulares serão poupadas dessas competições, para se preservarem fisicamente e chegarem em boas condições na busca pelo tri olímpico.

Com isso, começam as especulações sobre as possíveis convocadas para a seleção em 2015, já que com as titulares de Zé Roberto poupadas, nomes que vêm se destacando no voleibol nacional começam a figurar como merecedoras de oportunidade no selecionado nacional.

Atualmente, a posição que se encontra mais concorrida é a de oposta, com a ausência de Sheilla, a titular natural seria Tandara, porém com a sua gravidez, esta também ficará de fora. Então, aparecem cotadas Monique (SESI-SP), Rosamaria (Pinheiros) e Natália (Rexona-Ades) que voltou recentemente a jogar como oposta no time de Bernardinho, ressaltando que a posição exige uma jogadora de “definição” e tanto a nossa oposta titular, quanto as suas possíveis substitutas vêm apresentando momentos de irregularidade.

A posição de levantadora também tem fortes concorrentes. Fabíola (Dínamo Krasnodar – Rússia) vem repetindo boas atuações, merecendo o reconhecimento na seleção e a sua tão sonhada medalha olímpica, lembrando que ela foi cortada de forma inesperada às vésperas do Jogos de Londres em 2012.

Melhor levantadora da Superliga 2013/2014 e destaque na atual Superliga, a levantadora Macrís (Pinheiros) já provou que é boa jogadora no campeonato nacional, além de conquistar títulos importantes com a sua equipe na atual temporada, como a Copa São Paulo e a Copa Brasil, logo, a depender do seu talento, a seleção parece ser o destino da jovem levantadora.

Para a tensão da torcida, se o “paredão” brasileiro formado por Fabiana (SESI-SP) e Thaísa (Molico-Nestlé) receber folga, algumas jogadoras destaques na atual Superliga, como Bia (SESI-SP), Carol (Rexona-Ades) e Juciely (Rexona-Ades) podem chamar a atenção de Zé Roberto.

O resultado do último Campeonato Mundial de Vôlei Feminino, no qual as brasileiras ficaram com o bronze, disparou o alerta para a torcida, pois tínhamos naquela ocasião a equipe titular absoluta em quadra, e após uma boa campanha na fase classificatória, o Brasil caiu na semifinal contra os Estados Unidos, em uma partida em que as jogadoras apresentaram nervosismo e não conseguiram reagir diante das norte-americanas, adiando assim o tão sonhado ouro no mundial.

Ainda está prevista na agenda da seleção a realização de partidas amistosas para manter o time em atividade no período pré-olímpico, equipes como Holanda, Japão Rússia, Turquia e Itália estão entre as possíveis cotadas.

Porém, é preciso reconhecer que a renovação e os testes na seleção é essencial se quisermos manter a competitividade diante das equipes adversárias, e hoje, talvez o melhor caminho para manter o foco nas conquistas seja a mesclagem entre experiência e inovação. Ao observarmos o cenário internacional é nítido que o Brasil precisa manter uma boa média de altura, além de recursos técnicos, para permanecer no mesmo patamar de outras grandes potências.

Crédito da foto: Getty Images



Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco.