Opinião: Como o draft da NBA afeta diretamente nas vendas, aumento nas receitas e no marketing?

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O significado do draft na NBA para alguns time é a chance de escolher “o jogador” (chamado de franceies player) e para outros times é o momento de fazer trocas e reforçar ou até reconstruir o time. Para quem ainda não entende muito bem essa negociação, clicando nesse link você poderá ficar por dentro.

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Esse sistema implementado (não só para a NBA, mas para todos os “esportes americanos”) é fundamental para o balanceamento da liga e para mantê-la extremamente competitiva dentro, e consequentemente fora de quadra também. Um excelente exemplo é o Cavaliers que draftou em 2003 a estrela LeBron James. Por lá ele ficou durante sete anos e em 2010 saiu para o Miami Heat para assim se juntar ao seu amigo Dwyane Wade e ser campeão por duas vezes. E depois de quatro anos na franquia de Miami, “King” retornou para casa.

O ponto que quero chegar é: nos dia de hoje, se olharmos a classificação da liga, veremos times como Atlanta Haws (liderando a conferencia leste) o próprio Cavaliers em 2º, seguindo com Washington Wizards em 5º e Bucks em 6º. Times mais tradicionais como Celtics (9º), Pacers (9º) e Knicks (em último com a pior temporada da história da franquia); Na Oeste com Warriors em 1º, Blazers em 4º, e o todo poderoso Lakers em penúltimo com uma temporada para esquecer.

Não precisamos ir muito longe, não precisamos nos forçar a pensar um pouco e lembrar as dinastias que foram construídas em times como Lakers (de Kobe e O’Neal); muitos diriam que a tabela está “de cabeça para baixo”. Pois é, não está. Isso é o draft aplicado. É basicamente o pior time com a chance de “escolher o melhor” ou fazer a melhor troca; é o puro e “simples” planejamento.

É a chance da franquia sem expressão aparecer. Esse “projeto” que a NBA promove implanta estabilidade de mercado para as franquias. “Mas como?” – A resposta mais simples para uma provável pergunta seria: Vitórias. Ou no mínimo, a chance. Existem muitas ativações de marketing (e consequentemente vendas) pontuais que geram receita para as franquias. Podemos também, falar até em amor, orgulho, tradição, pois as franquias são segmentadas por cidades e estados. Mas nenhuma dessas, (nunca) irá superar a vitória, a grandeza de um título e um time inesquecível.

A NBA não tenta, ela consegue manter a liga competitiva e atrativa em um círculo vicioso com tremenda eficácia. Isso promove a competitividade dentro e fora das quadras, pois no meu ver, a matemática é simples: Se sua porcentagem de vitórias dentro de quadra aumenta, a sua visibilidade (o seu marketing e suas vendas) consequentemente aumentarão. Basicamente, a tentativa de crescer dentro das perspectivas da franquia não é um sinal de fraqueza. É uma questão de circunstância. Executado corretamente, é o primeiro passo em direção a um futuro próspero. Basta perguntar ao San Antonio Spurs e ao coach Popovich.

Foto: Getty Images