Opinião: Alex, o futebol te agradece… mas se entristece

Palmeiras
Foto: Reprodução/Twitter

No último sábado (28) o futebol, definitivamente, ficou mais triste, mas agradece os serviços prestados. Não, nenhum jogador, ou ex-jogador, faleceu, mas Alex, eterno ídolo de Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, aos 37 anos, se aposentou.

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Sua aposentadoria já havia sido anunciada no ano passado e seu último jogo oficial aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, mas seu, festivo, jogo de despedida foi realizada no último sábado, no Allianz Parque, com seus amigos e colegas do título da Libertadores de 99.

Uma despedida merecida, afinal, Alex foi um, senão o principal camisa 10 a vestir o sagrado manto alviverde desde a década de 90 até hoje. Poderia fazer frente a ele Rivaldo em 94 e Djalminha em 96,  no entanto, o agora, ex-futebolista foi um dos principais responsáveis por um dos principais títulos do Verdão.

Alex jogou pelo Palmeiras entre os anos de 97 e 2002. No total foram 243 jogos, 78 gols e 56 assistências. Com o Verdão venceu a Copa de Brasil e Copa Mercosul de 98, a Libertadores de 99 e o Rio-São Paulo de 2000.

O ex-meia ainda atuou por: Coritiba (95/97 – 13/14), onde começou e encerrou a carreira; Flamengo (2000); Cruzeiro (01 – 02/04), conquistando a tríplice coroa – Copa do Brasil, Mineiro e Brasileirão de 2003); Parma-ITA (02); e Fenerbahçe (04/12), onde ganhou uma estátua, tamanha a idolatria dos torcedores turcos. Pela Seleção Brasileira foram 68 jogos e 20 gols, entres os anos de 96 e 05.

Apenas os torcedores dos times carioca e italiano não o tem como ídolo.

Foi em 2002 que Alex anotou um dos mais belos gols de sua vencedora carreira, se não o mais belo. O estádio era o Morumbi, o adversário o São Paulo e o torneio o Rio-São Paulo. Depois de receber belo passe, o craque aplicou um chapéu no zagueiro e outro no goleiro – Rogério Ceni – e completou para as redes. Um com que mereceu placa, recebida no dia de sua despedida do futebol.

O ex-camisa 10 também atua fora de campo. Ele utiliza a sua intelectualidade para ser uma das lideranças do Bom Senso F. C,, que luta por melhores condições de trabalho para os jogadores de futebol.

Talvez tenha faltado uma Copa do Mundo para Alex, mas e daí? Azar da Copa de Mundo, como já dizia o poeta.

Fica aqui meus agradecimentos a Alex, a seus gols e as tardes e noites de felicidades que me proporcionou. A mim e a todos os brasileiros e turcos.

Foto: Reprodução/Twitter



Jornalista formado em 2012, atuando na área desde 2010, com experiência em impresso e TV. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte em 2014. Apaixonado por futebol, sempre procurando novas formas de divulgar o esporte.