Opinião: Vitória do Palmeiras no clássico omitiu a realidade

Palmeiras

A vitória no meio de semana do Palmeiras contra o São Paulo, foi comemorada de forma extasiada pelos torcedores palmeirenses. Claro, além dos 3×0, com direito a gol antológico de Robinho, o Palmeiras voltou a vencer um clássico após 10 partidas (8 derrotas e 2 empates). Porém, o futebol apresentado este ano pelo time da moderna Allianz Parque não é de tanta empolgação assim.

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Mesmo líder de seu grupo, e clássico a parte (no qual ficou com um jogador a mais logo no inicio do jogo e dois a partir dos 33 min do segundo tempo) o Palmeiras apresenta um futebol desorganizado, mal taticamente, com defesa e ataque desentrosados. Para alguns, o excelente jogo contra o São Paulo, fez “esquecer”, todas as vitórias magras com futebol preguiçoso do Palmeiras, como contra o São Bernardo, XV de Piracicaba, Bragantino, Capivariano, Penapolense e São Bento.

O time alviverde vem apresentando um mix de posse de bola com troca de passes (nem sempre em direção ao gol), com chutões para onde o bico da chuteira está virada, como na derrota de ontem para o Red Bull. Derrota que faz reacender a questão do futebol apático que a equipe palmeirense já vinha a demonstrar.

Oswaldo de Oliveira recebeu mais de 20 novos jogadores, ou seja, é até normal a falta de entrosamento. Porém, 14 jogos depois (13 no Paulista e 1 na Copa do Brasil), já era hora de mostrar pelo menos um futebol organizado com um pouquinho mais de vontade.

Em um passado não tão distante, me lembro quando o Brasil fez 3×0 na Espanha, na final da Copa das Confederações em 2013, fazendo com que a seleção canarinho viesse para a Copa do Mundo favorita, como se tudo estivesse encaminhando bem. No entanto, a vitória sobre a Fúria, sobressaiu a péssima semifinal feita contra o Uruguai, vencida por 2×1 (com gol de Paulinho no final do jogo), e o Mundial deu no que deu.

Portanto, fique esperto torcedor palmeirense..



Jornalista em formação - Amante do futebol, seja na América ou Europa. E claro, palmeirense sofredor, mais do que o normal.