3 coisas que mudaram no futebol brasileiro após o Golpe Militar

Há exatos 51 anos foi instaurado no Brasil o período que ficou conhecido como Regime Militar. Politicamente, essa fase da República caracterizou-se por eleições indiretas para o cargo de Presidente da República e que, coincidentemente, foi ocupado entre 1964 a 1986 por militares. Além disso, foi durante essa época que muitos dos direitos e garantias individuais foram suspensos e o esporte brasileiro passou por algumas mudanças.

LEIA MAIS:
30 anos sem Regime Militar: Palmeiras foi o time que mais conquistou títulos no período
Paulo Maluf e os fuscas da Copa de 70
Filme sobre Democracia Corintiana é lançado 50 anos após Golpe Militar

Dentre os vários fatos que envolveram o futebol no período posterior ao Golpe Militar, o Torcedores.com elegeu 3 que certamente ainda têm impactos nos dias atuais:

  1. A “obrigatoriedade” de torcer para a Seleção Brasileira: Hoje em dia, essa situação começou a se modificar e, principalmente após a Copa do Mundo de 2014, está bastante relativizada, mas desde os 1970 a seleção canarinho passou a ser símbolo do país e foi com os militares que o fato de uma pessoa não torcer pelo time da CDB (hoje CBF), ficou encarado como se a pessoa não apoiasse o próprio país. A frase “Brasil: ame-o ou deixe-o”, por exemplo, não era em vão e também envolveu a equipe verde e amarela;
  2. Surgiu um Campeonato Brasileiro como forma de representar a integração nacional: Um ano após a conquista do Tricampeonato Mundial no México e ainda sob os efeitos positivos do “Milagre Econômico”, foi criado o Campeonato Brasileiro de Futebol, que foi ao longo de todo o período usado como um instrumento de sustentação política do governo. Na época era comum se dizer: “onde a Arena (partido do Governo) vai mal, mais um time no Nacional; onde a Arena vai bem, mais um time também”; e
  3. Multiplicaram-se os chamados “elefantes brancos”: Nesse período também foram construídos muitos estádios gigantescos em regiões onde o desenvolvimento do futebol era incompatível com tamanho palco. A ideia de mostrar um Brasil grande era dita da boca para fora, pois internamente não era isso que se via. Alguns estádios passaram e passam por problemas de abandono devido ao mau planejamento dessas obras faraônicas.

Foto: Getty Images