Opinião: Cadê o meu Palmeiras que estava “ali”?

Foto: Divulgação/Site oficial SE Palmeiras

É bem fácil julgar análoga a situação do Palmeiras com a da política do Brasil. Muitos urrariam que o clube passa por uma transição, que resgate a grandeza e, talvez, exaltariam o extra-campo dos primeiros meses do ano num clamor de orgulho ferido. A relação cidadão- governo é conturbada, tensa, divergente e, acima de tudo, bem preocupante na visão de alguns cientistas da área. Então, afinal, qual é o ponto de encontro? A reposta vem fácil.

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O torcedor palmeirense, qual o cidadão brasileiro, está impaciente.

É tarefa simples pedir a um torcedor que espere surtirem os efeitos de uma boa gestão e de uma conta no azul perene e transparente. Some isso aos dois ou três anos de projeto, bons nomes contratados, joias da base que surgem meteoricamente e PRONTO: você tem um time à altura dos “cachorros grandes”, desses que dá-se o luxo de lamentar uma vaga na pré-Libertadores. Tarefa simples, aparentemente. Mas tente dizer isso a um palmeirense.

Historicamente corneteiro e doente, o palmeirense tem no gene o “DNA do amendoim”, programado pra odiar todo e qualquer jogador, até que se prove o contrário. E o time nunca joga tão bem. A diretoria? Só tem “sem vergonha”. Menos de 4 a 0 em dia de clássico, nem comemora. O palmeirense é, por natureza, dono de um impaciência gigantesca. E diante de uma recente década pra lá de indigesta, tudo piora. A paciência do palmeirense já começa o ano negativada. E nem a Crefisa ajuda.

O Palmeiras é o time da academia, dos grandes esquadrões. É o time que vestiu verde e amarelo por competência. É o time que não temia nem os Santos, de Pelé. É o Palmeiras da década de 90, das filas meramente acidentais e das glórias palestrinas. Pedir paciência é dose.

Então se você, palmeirense, já cansou da própria inquietação, não se assuste. Assim como a roda gira, a baiana cansa e o sol renasce, a política também muda. E a fase passa.

Pode apostar – e apostar alto – que o alviverde adormecido não esqueceu como é ser imponente.

Pazienza, Palestra!

Pazienza! 



A informação corre na veia! Seja ou não esportiva. Jornalista por paixão e pelo ganha-pão. Doente por futebol. Um mogiano tatuado de 20 e poucos anos.