De defesa mais vazada, a um gol sofrido em seis partidas; Veja como o Inter arrumou sua zaga

No final do mês de fevereiro, todo mundo tinha uma certeza: em todo jogo do Inter, a equipe Colorada iria sofrer um gol. Apenas nos primeiros dois jogos do Campeonato Gaúcho, a equipe conseguiu sofrer cinco gols, quatro deles em um mesmo jogo. Pela Libertadores, jornada parecida, tendo levado seis gols, nas três primeiras rodadas da fase de grupos.

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Foi aí que a roda começou a girar em ritmo diferente. A primeira medida adotada por Diego Aguirre foi alterar o esquema tático e passar a utilizar três zagueiros. Na verdade, a ideia do uruguaio com isso era apenas não perder o jogo para o Emelec-EQU, fora de casa, na Libertadores, pois tal acontecimento poderia custar uma eliminação precoce do alvirrubro. Mas a coisa foi além.

O único gol que o Inter sofreu desde a derrota para o Juventude, no dia 8 de março, foi o que marcaram os equatorianos, no primeiro tempo do embate pela competição continental, há duas semanas. Além dele, nos cinco jogos que a equipe realizou pelo Gaúchão desde então, a defesa não foi vazada uma vez sequer.

Ela, que era o ponto fraco do time, se tornou a principal responsável pela arrancada e a conquista das cinco vitórias consecutivas que a equipe ostenta atualmente. O mais curioso é que os três zagueiros que iniciaram essa reviravolta sequer foram utilizados em todas essas partidas.

Aguirre tem variado o esquema tático, pois pensa em fazer o Inter jogar de diversas maneiras em uma mesma partida. Hoje mesmo, contra o Ypiranga, no Beira-Rio, serão dois zagueiros e dois laterais, sendo o defensor Ernando improvisado na direita, o que indica que o time pode mudar para um 3-5-2 no meio da peleja.

Agora, a critica sobre o Colorado é pelo desempenho econômico no ataque. De fato, nesses últimos seis jogos, em que sofreu apenas um gol, o time marcou mais de dois gols apenas contra o Brasil de Pelotas e o Aimoré. Nos demais quatro jogos, somente um gol foi feito pelo alvirrubro, colocando em xeque mais uma vez o trabalho de Aguirre.

A verdade, porém, é uma só e está incutida em um velho bordão do mundo esportivo: ataques ganham jogos, mas defesas ganham campeonatos. Acho que nem precisamos especular o que é mais importante para o torcedor.

Foto: Divulgação / SC Internacional



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