Ex-jogador do Palmeiras, Ricardo Boiadeiro revela mágoa com Luxemburgo por causa do chapéu de caubói

Arquivo Pessoal do jogador / UOL

Contratado em 2001 pelo Palmeiras, Ricardo Boiadeiro pouco foi aproveitado no clube. O motivo? Segundo o jogador explicou ao portal UOL, uma injustiça por conta do seu estilo. O culpado? Vanderlei Luxemburgo.

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Quando Ricardo Boiadeiro pisou na Academia de Futebol pela primeira vez, um choque: calça jeans justa, cinto de caubói, camisa xadrez e chapéu de boiadeiro. Celso Roth, treinador do Palmeiras naquele momento, não havia pedido a contratação, porém esta foi realizada com a ajuda de olheiros desesperados para encontrar um substituto para os atacantes Tuta, Fábio Junior e Donizete Pantera, todos lesionados na época.

“Eu cheguei no Palmeiras para o Brasileiro de 2001 e estreei contra o Grêmio. Na época, eu fazia aquela jogada de marketing, com o chapéu. Foi uma grande isca para a imprensa, que se esbaldava com aquela característica minha. Eu usava muito isso para estar sempre na mídia. Mas acabei muito cobrado. O campeonato estava no fim e não joguei mais naquele ano”, disse o jogador ao portal UOL.

O pesadelo de Boiadeiro no Palmeiras, no entanto, se deu na virada da temporada. Celso Roth foi substituído por Vanderlei Luxemburgo, que viria a ser o pior pesadelo do atacante. “Nós fomos para Águas de Lindóia e fizemos uma boa pré-temporada. Eu fiz um gol contra o Mogi Mirim em um amistoso, mas depois não tive sequência. Faltou oportunidade. O Vanderlei não foi muito com a minha cara e chegamos a discutir nos bastidores por causa do chapéu. Ele não queria que eu usasse e o clima ficou meio balançado naquela época”, relembra o jogador.

Enquanto o antigo treinador não se importava com a maneira que seus jogadores se vestiam fora de campo, Vanderlei Luxemburgo chegou até a oficializar a proibição do chapéu de Boiadeiro.

“Teve um dia que eu cheguei no Centro de Treinamento e o Américo Faria, que era o supervisor na época, me disse, a pedido do Luxemburgo, que dentro da Academia não era para usar o chapéu. Eu respondi que em São Paulo todo mundo usava boné e porque é que eu não poderia usar o chapéu, que é uma coisa típica da minha região?”, questionou, indignado.

Boiadeiro

De acordo com Ricardo Boiadeiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo sempre foi muito autoritário. Torcedor rubro-negro declarado, o ex-atacante desiste até de torcer pelo clube do coração por conta da mágoa com o o seu ex-treinador.

“Era ele só e ponto. Não tinha argumento com ele. O treinador quis fazer uma cena, o que era de praxe. Eu sou flamenguista, mas até ele chegar no Flamengo. Agora só vou torcer para o time depois que ele for embora”, afirmou o ex-atleta.

Segundo informações do UOL, Boiadeiro iniciou a carreira no Itumbiara, em 1997. Ele se destacou em 2001 pelo Olaria, com 12 gols em 15 jogos pelo Campeonato Carioca. Ficou atrás apenas de Edílson, com 15, e Romário, com 13. Antes de chegar ao Palmeiras defendeu ainda o Pochang Stillers, da Coreia do Sul. Atualmente, Boiadeiro é dono de um hotel em Itumbiara e tem uma franquia da escolinha de futebol do Flamengo, em uma quadra de gramado sintético.

E, claro, continua usando chapéu.

Fotos: Arquivo Pessoal do atleta / Portal UOL