O jogo dos motores Mercedes na F1

Fonte: Instagram MercedesF1

Ao término do GP da Austrália desse ano, Felipe Massa descontente com os resultados obtidos e com a distância que a Mercedes impôs sobre a Williams soltou: “Estamos trabalhando duro na parte do motor. Tenho certeza que há melhorias que poderíamos usar, e que estamos tentando receber, porque a diferença é muito grande. Realmente espero que estejamos recebendo os mesmos motores”.

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Devido ao congelamento dos motores, a FIA obriga que as fornecedoras de motor entreguem às equipes clientes equipamentos idênticos aos times de fábrica. Symonds, diretor técnico da Williams rebateu o brasileiro: “não temos a menor dúvida sobre a igualdade dos motores. Temos uma ótima relação com a Mercedes e sabemos que eles se esforçaram para que tivéssemos os melhores motores possíveis para disputar o GP da Austrália”, certamente com as portas trancadas o brasileiro deve ter levado um puxão de orelha.

Passadas as corridas da Malásia e China eis que o jornal espanhol El pais solta a seguinte bomba: “A Mercedes teria melhores motores, e estaria beneficiando a Williams na luta contra a Ferrari, dando-lhes motores mais atualizados do que entregam para Lotus e Force India”.

Segundo o periódico espanhol, é a própria Mercedes que escolhe as atualizações que estarão disponíveis para cada equipe, ficando desse modo sempre com a última e melhor versão do software de motor. A Williams recebe melhores atualizações do que Lotus e Force India.

Ron Dennis, ao término da parceria McLaren-Mercedes em 2014 deu uma entrevista à Autosport Inglesa onde disse: “Uma equipe que tem relação de cliente com um fabricante de motor (que é o caso de Williams, Lotus, Force India, por exemplo) nunca será campeã. Nos motores novos da F1 não se fala mais de potência pura, mas sim de como você tem acesso a essa potência e a forma de como você a armazena. Se você não tem acesso profundo ao software então, você só tem a mesma marca estampada no motor, suas configurações serão diferentes”.

Cabe nesse caso uma análise “grotesca”: Sabe-se que nesse momento a Honda tem um grande déficit para as demais fornecedoras de unidades de força do grid, durante o GP da China, desse fim de semana uma manobra chamou atenção: Ao término da reta principal, Button (com um motor Honda) estava atacando Maldonado (que possui um motor Mercedes), muitos dirão: “Mas Button vinha de asa aberta e no vácuo do Venezuelano”, ok concordo, mas apenas o abrir da asa e o vácuo deixado pela Lotus não seriam suficientes para Button reduzir a diferença para o carro preto e dourado equipado com o motor alemão.

Após “o chororô” de Rosberg pelo segundo lugar na China, Niki Lauda afirmou que para ser campeão na Fórmula 1, é preciso ser egoísta.

Nesse quesito concordo com a reclamação feita por Massa na Austrália e junto a ela o que foi colocado por Ron Dennis. Hoje na fórmula você pode até ter o “mesmo” motor, mas infelizmente em um carro com tanta eletrônica embarcada, isso não é mais garantia de potência ou velocidade.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.