Opinião: A arbitragem precisa urgentemente do recurso eletrônico

Imagem de TV constatou posição legal do meia Renato Cajá, mas assistente invalidou a jogada

Enquanto os membros da International Board não aprovarem o recurso eletrônico para auxílio da arbitragem veremos ainda muitos erros de árbitros e assistentes interferindo em resultados de partidas.

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No último sábado tivemos mais um exemplo disso. Eliminada nas quartas de final do Paulistão pelo Corinthians, a Ponte Preta poderia ter seguido na competição caso a tecnologia fosse usada em um lance polêmico. No primeiro tempo, a equipe teve um gol mal anulado quando o placar apontava 0 a 0. O assistente Vicente Romano Neto considerou que Renato Cajá estava em posição de impedimento. No entanto, imagens de TV constataram que o meia estava atrás da linha da bola, ou seja, em posição legal.

A direção campineira, com certa razão, esbravejou contra a decisão do assistente e clamou pelo uso do replay à arbitragem.

Muitos conservadores são contra a tecnologia. Alegam que o uso dela tiraria a emoção do futebol. Discordo. Outros esportes como o vôlei e o tênis adotaram o replay, e quando os atletas solicitam o recurso a expectativa aumenta entre torcedores. Será que a bolinha do Djokovic (tenista) foi mesmo para a fora? Será que o ataque da Jaqueline (vôlei) atingiu a linha?

A Fifa é contrária ao uso das imagens e justifica que seria impossível implementar a tecnologia em todos os países filiados a ela. É importante dizer que nem todos os torneios de tênis e vôlei possuem o recurso.

Entendo que durante os 90 minutos de partida, cada equipe deveria ter direito a dois “desafios” apenas em lances de impedimento ou para sanar a dúvida se a bola entrou ou não no gol. Na última Copa do Mundo, o Hawk-Eye (sistema de câmeras) foi usado com sucesso. Durante partida entre França x Honduras, pela primeira vez na história, a tecnologia da linha do gol precisou ser utilizada

Apesar de ser defensor do replay, creio que isso não acabará com os erros.  A arbitragem precisa ser profissionalizada.

foto: Reprodução/Youtube

 

 

 



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)