Opinião: Aránguiz não é mais tão indispensável ao Inter

No período imediatamente após a Copa do Mundo, no ano passado, se qualquer torcedor do Inter abrisse os jornais e lesse que o volante chileno, Aránguiz, estaria de fora do time por qualquer motivo que fosse, uma certa angústia já tomaria conta do coração e da mente do Colorado.

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Hoje, se a mesma notícia cai no colo do mesmo torcedor, a reação será ainda de certa preocupação, mas o efeito colateral no corpo do sujeito será bem menor. Não que Aránguiz tenha se tornado um jogador comum ou tenha perdido o talento que mostrou em seu começo com a camisa vermelha, mas hoje, para a alegria de muitos, o time não é mais tão dependente de suas atuações.

Quando começou, no início da temporada passada, Aránguiz foi tão bem, que a diretoria, que havia o contratado apenas por empréstimo, resolveu comprar seus direitos e o técnico, Abel Braga, o colocar de titular. Depois que fez o gol em um dos Gre-Nais que ocorreram na temporada, então, foi alçado ao posto de salvador da pátria.

Porém, como tudo no Inter, ultimamente, é mais suado do que poderia ser, logo depois do Mundial do Brasil, em que ajudou a levar o Chile às oitavas-de-final, Aránguiz foi caindo de rendimento aos poucos e chegou ao fim do ano como um coadjuvante, assistindo Valdívia, Rafael Moura e até o zagueiro Paulão serem os protagonistas no sprint final do Brasileirão.

Agora, pontuo tudo isso para dizer apenas que: se com Wellington e Bertotto como sombras, Aránguiz já se tornou menos fundamental do que se imaginava, com Nico Freitas, Nilton e o elogiado Rodrigo Dourado, o chileno pode até não estar à disposição, que o torcedor “compreende”.

Foi mais ou menos o que aconteceu nos últimos jogos do time, tanto no Gaúchão, quanto na Libertadores, onde se criticou mais uma suposta falta de consistência do time ao longo das partidas, do que um setor específico que estivesse cometendo muitas falhas, em especial o meio-campo.

Na verdade, o meio-campo do Inter tem sido um dos grandes trunfos da equipe. Nico Freitas, que quase ninguém conhecia, mal chegou e já é considerado “pacas”. Nilton, bicampeão com o Cruzeiro, idem, apesar de estar chegando menos ao ataque do que se esperava e conforme fazia com a camisa azul. Rodrigo Dourado, a grata surpresa da temporada, ganhou chances mais concretas no time apenas esse ano e já virou titular.

Inclusive, ele será o companheiro de Aránguiz nesta quinta-feira, em Santiago, contra a Universidad de Chile. Porém, não dá para saber se Aguirre estará mandando a campo o time considerado titular, ou reserva. Vai depender do chileno responder essa questão.

Foto: Divulgação / SC Internacional



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