Opinião: Marcação dos volantes do São Paulo precisa ser mais firme

O meio-campo do São Paulo é, como os antigos gostam de falar, como uma mãe: só pensa no bem, é protetor, carinhoso e tem espaço para todos. O único problema é que ele é assim com os times adversários.

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Chega a irritar o modo brando (para não dizer frouxo), com que Denílson e Souza, os titulares responsáveis pela marcação, fazem seu trabalho com a camisa de três cores. O primeiro, então, é ainda pior, já que ocupa a função de primeiro volante, mas age como um segundo e auxilia o time como um poste, ou seja, mais atrapalha do que ajuda. E quando “tromba” com alguém, então, sempre deixa feridos.

Souza, o segundo volante, de fato, parece ter sido contaminado com o vírus da moleza e tem tido atuações tão fracas, que me vejo, com frequência, pensando se não trocaram esse Souza, pelo Souza “Foguinho”, hoje no Bahia. Mais incompreensível ainda é vê-lo convocado para a seleção brasileira, fato que deixa ainda mais nítido que o critério para vestir a amarelinha é mais corporativista do que meritocrático. Enfim, apenas uma observação.

Outra observação, quem faz, são os dois volantes aí, citados no texto. Observam o adversário com a bola até dizer “chega”. Raramente dão o combate, mais raramente ainda saem daquela posição “cerca frango”, que mais parece um galo se preparando para uma rinha, do que um volante atento aos movimentos do rival. E o pior: nas poucas vezes que chegam mais duro, chegam duro demais, comprometendo toda a defesa com os cartões que levam.

Seria salutar que Denílson e Souza fossem para o banco, dando lugar a Rodrigo Caio e Hudson (ou até Thiago Mendes, ou Wesley, quando este puder entrar em campo), que já se mostraram mais conscientes do modo como um primeiro e segundo volantes têm de jogar.

Caso, porém, não sejam possíveis essas trocas, Denílson e Souza poderiam passar uma semana inteira assistindo jogos da dupla Mineiro e Josué, pelo São Paulo, ou até Hernanes e Jean, ou, pasmem, Hernanes e Richarlyson – este último, no entanto, é melhor ser analisado com ressalvas.

Qualquer atitude serve, mas essa pegada sem pegada da “volância” Tricolor precisa acabar, porque, desculpem o exagero, os caras vão acabar com o time – se é que já não estão o fazendo. PH Ganso, o camisa 10 que teve de ajudá-los a marcar por um bom tempo, que o diga…

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Foto: Divulgação / São Paulo FC



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