Opinião: Nenhum tabu é eterno

Photo by Friedemann Vogel/Getty Images) O primeiro dérbi na Arena aconteceu em julho de 2014 e terminou com a vitória do Timão

No dia 28 de agosto de 2011, em Presidente Prudente, o Palmeiras batia o Corinthians por 2 x 1 em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Daquele dia até o próximo domingo, quando Palmeiras e Corinthians se enfrentarão pelas semifinais do Paulista, serão 1330 dias sem uma vitória alviverde.

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Se você achou muito, espere: se contarmos apenas os jogos na capital paulista, a última vitória do Palestra ocorreu em 02 de março de 2008. O palmeirense mais atento irá se lembrar desse dia: foi o dia do famoso “chororô de Valdivia”. Desde então serão exatos 2.604 dias até o próximo domingo.

Do lado corintiano, as coisas andam melhores neste ano. A última derrota do alvinegro aconteceu em 30 de novembro de 2014, um sonoro 5 x 2 contra o Fluminense, ainda sob a batuta do professor Mano Menezes.

Em 2015, o Corinthians ainda não perdeu em jogos oficiais. Sua única derrota foi um amistoso para o poderoso Colônia, disputado em terras estadunidenses. É derrota, diriam alguns. É um amistoso sem sal nem açúcar, defenderiam outros. Para os palestrinos, pouco importa.

Voltando para o lado verde do embate do próximo domingo, o Palmeiras segue motivado e com um elenco significativamente melhor do que nos últimos anos e tem, nessa partida, a sua primeira “partida da vida” desse ano mas, por ter uma campanha pior que a do Corinthians, terá que enfrentar seu arquirrival em Itaquera e não contará com a força da sua torcida.

Já no lado negro da força (ou melhor, lado alvinegro do jogo) tudo parece que vai bem. Disputando Libertadores. Em paz com sua torcida. Invencível no ano. Dono absoluto de tabus contra seu maior rival.

Tudo isso é verdade, assim como uma constatação: todo tabu, uma hora ou outra, acaba.

Crédito da foto: Getty Images



Gerente de infraestrutura e palmeirense, ambos em tempo integral. Amante do esporte bretão e de (quase) todos times que vestem verde, mas invariavelmente fala sempre do seu eterno alviverde imponente.