Opinião: Zaga brasileira do 7 a 1 para a Alemanha passa outra vergonha

Brasil

Era uma terça-feira diferente naquele 8 de julho de 2014. Era o dia da Semifinal da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha. Até ali, nunca o Hexa esteve tão perto e, depois dali, nunca esteve tão longe. A dupla de zaga brasileira para aquele jogo foi formada por David Luiz e Dante, os quais, curiosamente, na dia 15 de abril de 2015, voltaram a ser motivo de piada na Europa.

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O ponto positivo do futebol brasileiro hoje é o sistema defensivo. O Brasil tem os melhores defensores do mundo e o PSG, treinado por Blanc, um dos maiores zagueiros da história do futebol francês, sabe bem disso. Antes de a bola rolar, o comentarista da Rede Globo Caio Ribeiro ressaltou o fato de que a linha da defesa da equipe de Paris costuma ser formada por Marquinhos (atuando improvisado na lateral-direita), Thiago Silva, David Luiz e Maxwell, fato endossado positivamente por Galvão Bueno, entretanto, quis o destino que tamanha confiança não fosse corroborada após o jogo.

É bom dizer que o PSG entrou em campo contra o Barcelona com Van Der Will na lateral e David Luiz no banco, mas como o capitão Thiago Silva saiu lesionado no primeiro tempo, quando o placar já marcava 1 a 0 para o Barcelona, o zagueiro-artilheiro David Luiz entrou em campo, porém, era melhor que não o tivesse feito.

O brasileiro foi simplesmente humilhado pelo atacante Luis Suárez que, após canetá-lo em duas oportunidades, marcou dois bonitos gols que garantiram a vitória do Barça por 3 a 1. O resultado é expressivo, principalmente por se tratar de um encontro de Quartas de Finais da Liga dos Campeões.

No outro jogo do dia, o Porto, do brasileiro Danilo, novo integrante da seleção de Dunga, enfrentou o Bayern de Munique, do zagueiro Dante, um dos membros da família Scolari 2014. Não se tratou do encontro entre o novo e o velho, pois o passado estava presente e relembrou o período de quase um ano atrás quando ele, Dante, diante da Alemanha, foi mais um a ter uma péssima atuação no 7 a 1 do dia 8 de julho.

Ontem, quiseram os Deuses do futebol que novamente o zagueiro do Bayern falhasse e, por causa do seu erro, Quaresma ampliou o placar para 2 a 0 para Porto. Até o apito final do árbitro o jogo ficaria definido em 3 a 1 para o time ibérico.

Se ainda podemos sentir as consequências do 7 a 1 da Alemanha,  isso se dá cotidianamente e nesta quarta (15), pela Liga dos Campeões, foi mais um momento de relembrar aquele fatídico dia que não se deu por acaso.

Foto: Getty Images