Opinião: Quando desistir de Fabrício se torna importante

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É complicado desistir das pessoas. Quando se fala em futebol então, tudo está ligado ao que pode acontecer assim que a bola rola. O torcedor é movido por uma paixão inexplicável, onde tudo se resume ao resultado da partida: se vence, todos são ídolos. Se perde, a preocupação é encontrar culpados.

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Entre um ídolo e um culpado, Fabrício sempre esteve na linha tênue que separava o elogio do xingamento. Oscilando entre jogos medianos e ruins, as últimas vinte partidas foram muito contestadas.

Fabrício já foi alçado a solução por muitas vezes. Desde que começou a jogar pelo time, depois quando retomou a boa fase. O problema é que o jogador sempre se envolveu em confusão. “Mas e daí, outros também brigam”. Não. Fabrício não traz uma estabilidade emocional pra estar em campo. Não suporta a crítica, não gosta de ser questionado, se sente melindrado com o aponte de dedos.

Mas futebol é um esporte de aponte de dedos e isso jamais será diferente. Encontre seu espaço ou ele será encontrado pela opinião pública, seja lá imprensa, torcida ou até mesmo por fãs de outros clubes.

Enfim, a mancha que Fabrício deixou na própria carreira ao apontar os dedos médios e atirar a camisa do clube que tanto lhe sustentou no chão é eterna. O dano a sim foi muito maior ao dano causado ao clube que se viu vítima de um surto.

Oscilando maus e péssimos momentos nos últimos jogos, o jogador não aguentou o fato de ser vaiado pela própria torcida. Talvez um dia ele entenda que nenhum jogador detém a razão se não trouxer consigo habilidade e aproveitamento nos pés.

Fabrício já brigou com outros jogadores. Fabrício já brigou com árbitros. Fabrício já brigou com a torcida. Quando você briga com todo mundo, obviamente o problema não está nos outros.

Fabrício não entendeu a grandeza de fazer parte do Internacional.

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Futebol e corneta sem esculhambar paixões.