Relembre pênaltis defendidos por Dida em momentos decisivos

Nelson de Jesus Silva, mais conhecido como Dida, foi um dos grandes goleiros de sua geração. Hoje está com 41 anos, e defende o Internacional. Em sua fantástica carreira foi convocado em três Copas do Mundo, e conquistou diversos títulos por onde passou.

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Goleiro calmo, tranqüilo e frio. Frio às vezes até demais.

Começou no Vitória, e teve passagens marcantes por Cruzeiro, Corinthians e Milan. Na seleção canarinho atuou em 91 partidas. O Homem de Gelo, como foi apelidado, teve referência como grande pegador de pênalti.

Relembre grandes defesas do arqueio brasileiro, diretamente da marca da cal, que certamente está guardado em sua memória:

– 28 de Maio de 1999, semifinal do Campeonato Brasileiro. São Paulo x Corinthians, mais precisamente Dida x Raí, Raí x Dida. Clássico inesquecível para ambas torcidas, positiva e negativamente. O placar apontava 17 min do 2º tempo, e 3×2 para o Corinthians. Bola na marca do pênalti e Raí posicionado para cobrança. O camisa 10 tricolor bate no canto esquerdo de Dida, que defende com grande elasticidade. Muita comemoração da torcida e jogadores alvinegros.

Porém… neste mesmo jogo, 29 minutos depois, ou seja, aos 46 da segunda etapa, mais um penal para o São Paulo, e novamente Raí na marca da cal e chance de empate para o São Paulo. Raí mudou o lado, e para seu azar, Dida também. Bola no canto direito do goleiro baiano, que defendeu, e garantiu a vitória corintiana. Festa do time do povo no Morumbi!

-11 de Julho de 1999, quartas de final da Copa América. Nada melhor do que um Brasil x Argentina para agitar o torneio que foi disputado no Paraguai. O Brasil vencia os argentinos por 2×1, de virada, com gols de Rivaldo e Ronaldo, quando Beto derruba Gustavo López dentro da área. Pênalti para a Argentina. Palermo, que alguns dias antes, havia perdido três pênaltis contra a Colômbia, nem chegou perto da bola. Sobrou para o zagueiro Ayala, que bateu no canto esquerdo de Dida, que defendeu e garantiu classificação canarinho no estádio 3 de Febrero. Mais tarde o Brasil sagrou-se campeão do torneio.

-14 de Janeiro de 2000, final do Mundial de Clubes. Maracanã lotado e Vasco x Corinthians um jogo pra lá de nervoso. 0x0 no tempo normal, e pênaltis para decidir que sairia vitorioso do primeiro Mundial organizado pela FIFA. Todos haviam concretizados seus penais até que na terceira cobrança cruz-maltina, Gilberto parou em Dida. Batida colocada no canto direito do goleiro baiano que voou para a bola. Porém, como Marcelinho Carioca perdeu na quarta série de cobranças, o pênalti que ficou marcado foi o de Edmundo, que na última cobrança isolou a bola e os corintianos saíram eufóricos para o abraço. Claro, menos Dida, que saiu tranqüilo como se estivesse caminhando na praia de Ipanema. Placar final dos penais 4×3 Corinthians.

-28 de Maio de 2003, final da Uefa Champions League. Old Trafford, estádio do Manchester United, realizava uma final histórica, já que Milan x Juventus nunca haviam se encontrado na final da maior competição europeia de clubes. E, até então, apenas uma única vez dois times do mesmo país chegavam à final da Liga, quando em 2000, o Real venceu o Valência.

A partida insistiu no 0x0, e lá vamos nós para os pênaltis. Quem abriu a série foi Trezeguet, e Dida já deu seu cartão de visitas defendendo o pênalti batido pelo francês no canto direito. Dida também pegou o penal batido por Zalayeta, que soltou uma bomba no canto esquerdo, direito do baiano que fez grande defesa. Não pense que parou por ai. O Homem de gelo também defendeu a cobrança de Monteiro, que bateu no centro do gol. Dida (que se adiantou um pouco, é verdade), defendeu a cobrança com o joelho. Shevchenko, que converteu seu penal fechando a série saiu correndo em direção do goleiro brasileiro para abraçá-lo. Retribuído o abraço, foram tomados por uma montanha de jogadores milaneses extasiados com o título. Alguns dizem que se o ucraniano não fosse ao encontro do goleiro, certamente o baiano desceria para o vestiário tomar uma água, como se nada tivesse acontecido. Placar final dos penais, 3×2 Milan.

Ainda a outros importantes pênaltis defendidos no currículo do goleiro, como o de Anelka, do Real Madrid, jogando pelo Corinthians, no Mundial de 2000, e de Pato, na época de Corinthians, quando o goleiro defendia o Grêmio, na Copa do Brasil de 2013.

Dida é um dos nomes mais conceituados quando nos referimos a goleiros que defenderam a meta da seleção brasileira. E se não fosse Marcos, teria sido titular não só de uma, mas sim duas Copas do Mundo.

O excepcional  goleiro merece sim uma despedida, já que deve se aposentar este ano.

Abre o olho CBF!

E você, se recorda de mais algum pênalti defendido por Dida?

Foto: Wesley Santos



Jornalista em formação - Amante do futebol, seja na América ou Europa. E claro, palmeirense sofredor, mais do que o normal.