Romário detona posse de Del Nero como presidente da CBF; Veja

Romário
Foto: Reprodução

Romário não participou da cerimônia promovida pela CBF para marcar a posse de Marco Polo Del Nero como o novo presidente, após a saída de José Maria Marin. Para o Baixinho, tudo não passa da reprodução do mais do mesmo, o que não é nada benéfico para o futebol brasileiro.

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Pelo Facebook, o Baixinho fez duras críticas ao novo comandante do futebol brasileiro:

“Hoje a CBF muda de comando. Sai um ruim para entrar um péssimo, como já é tradicional na entidade. Marco Polo Del Nero assume oficialmente o cargo de presidente, papel que já vinha desempenhando há muito tempo. A troca de coroas será apenas simbólica, já que a dinastia de poder da CBF manterá o histórico de falcatruas.

Prova disso é a excelente matéria que o jornalista Sérgio Rangel assina hoje no jornal Folha de S. Paulo. O repórter revela as relações e negócios suspeitos de Del Nero com o empresário Wagner Abrahão. Vocês devem lembrar que Abrahão é dono das agências de turismo beneficiadas naqueles contratos fraudulentos e a empresa aérea TAM.

Pois bem. O jornal descobriu que, recentemente, Del Nero comprou um apartamento do Wagner Abrahão no valor de R$ 5,2 milhões. Até aí tudo bem. A questão é que há apenas 9 meses, o cartola havia comprado um apartamento semelhante, no mesmo condomínio, com a mesma metragem (261 m²), por apenas R$1,6 milhões. O novo apartamento foi pago da seguinte forma: R$ 4,36 milhões em 12 parcelas, mais a antiga coberta dada como parte do pagamento por R$ 400 mil e um saldo devedor não revelado. Advogados ouvidos pelo jornal classificaram a compra dos dois imóveis como “atípica” e consideram que houve uma manobra para burlar o fisco.

O parceiro ‘predileto’ dos mandatários da CBF, Wagner Abrahão, na Copa de 1998, teve o passaporte apreendido na França acusado por agências de turismo de lesar centenas de brasileiros. Ele vendeu ingressos acima da capacidade permitida e vários compradores ficaram de fora da final. Hoje, ele é responsável pelo transporte de todos os jogadores das competições da CBF. Da seleção aos clubes das séries A, B e C do campeonato brasileiro.

Novos comandantes, velhas práticas. É aquela velha máxima que diz que algo deve mudar, para que tudo continue como está. Pobre futebol brasileiro!”.