20 anos em um dia – O Santos é campeão paulista de 2015

Santos
Ivan Storti/Santos FC

Robinho foi decisivo deixando David Braz livre para abrir o caminho e colocar o Santos de volta na decisão, aos 29 minutos do primeiro tempo. Aos 41 minutos, Ricardo Oliveira fez jus ao papel de goleador máximo do Paulistão e fez o 2 a 0, que no momento mudava a taça de lado.

Veio o intervalo e com ele um sentimento de nostalgia ao torcedor santista.

Assim como em 1995, no épico 5 a 2 diante do Fluminense, no Pacaembu, o time do Santos não foi para os vestiários e se manteve no centro do gramado, como naquele 10 de dezembro, 20 anos atrás.

A Vila era Pacaembu. Robinho se fez Giovanni. Time e torcida se transformaram em um só, como há tempos não se via. Meninos da fila, Testemunhas de Giovanni e filhos das oito peladas, juntos para ver a história se repetir. 1995 estava diante dos olhos.

Para o final ser feliz, como há 20 anos, ainda faltava mais uma etapa. O Santos voltou abaixo no segundo tempo e viu o Palmeiras diminuir com Lucas, levando o jogo para a disputa de pênaltis.

Da empolgação na primeira etapa ao sofrimento na marca da cal. O destino alvinegro estava na bola parada e nas mãos de Vladimir.

Mas a história já estava escrita e nada mudaria aquele cenário formado pelos santistas no intervalo do jogo. David Braz, Gustavo Henrique, Victor Ferraz e Lucas Lima foram precisos e Vladimir foi gigante defendendo a cobrança de Rafael Marques.

Contestado, mesclando a experiência de velhos conhecidos e novas promessas e tido como a quarta força entre os grandes no começo do ano, o Santos passa pelos favoritos e pelas críticas, conquistando pela sexta vez em dez anos o título paulista, se isolando como maior vencedor do torneio neste século.

O título vem para dar ânimo e esperança ao restante da temporada, que ainda é uma incógnita. Além de se reforçar em determinadas posições, manter a base do time é fundamental.Isso vai definir pelo que briga a equipe no Brasileiro e na Copa do Brasil.

O 21º título do Paulistão mostra que o Santos respeita a sua história e não se cansa de se reinventar, mas sem perder a sua essência.

Crédito da foto: Ivan Storti/Santos FC



Das ruas ao Maracanã. Dos campos de terra aos gols de caixote. Futebol é nossa religião. Jornalista, 22 anos. Tatuí l SP.