5 lições que o Inter aprendeu no empate com o Atlético-MG

O Inter foi ao Horto, nesta quarta-feira (6), pelo primeiro jogo das oitavas-de-final da Libertadores e conseguiu o que poucos conseguem: fez o time da casa sofrer. E ainda quase saiu vencedor, placar que Leonardo Silva, zagueiro atleticano, evitou, no apagar das luzes.

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O resultado de 2 a 2 não pode ser considerado, jamais, algo ruim, já que no jogo da volta, na semana que vem, no Beira-Rio, o Inter já vai entrar em campo classificado, por ter feito dois gols fora. Porém, o modo como as coisas aconteceram evidenciaram que, apesar do bom trabalho de Aguirre, algumas arestas precisam ser ajustadas.

O Torcedores.com separou pelo menos 5 lições que a equipe Colorada aprendeu ao fim da partida, em Belo Horizonte. São elas:

1. A concentração tem que ser mantida até o fim

Não adianta: desde o começo do ano, nos jogos do Gauchão e primeira fase da Libertadores, o Inter sofre com uma perda brusca de consistência ao longo das partidas, que o faz ser mais ameaçado pelo adversário do que deveria. Às vezes, o time até perde pontos ou deixa de vencer jogos que já estavam na mão, caso de ontem. É necessário que se resolva isso o quanto antes.

2. Lisandro López tem estrela

O cara quase não joga, se machucou duas vezes desde que chegou ao Beira-Rio, mas todos os três gols que fez até agora, foram importantes. Diante do Atlético-MG, ontem, ele precisou de poucos minutos para balançar as redes e mostrar porque tem potencial para brigar de igual para igual com o ídolo Nilmar. O Inter está bem servido de atacantes, fato.

3. Valdívia precisa ser titular de qualquer forma

Não importa se o garoto Valdívia tem os seus problemas temperamentais, se no ano passado ele foi muito instável e qualquer outro papo. Ele vive uma excelente fase, é o artilheiro do time no ano e não pode, de maneira alguma, ser reserva da equipe. Mais uma vez o jogador entrou no decorrer do jogo e fez um gol, de puro oportunismo, diga-se de passagem. Se está tudo dando tão certo para ele, precisa jogar enquanto durar o encanto.

4. Alex não pode deixar o clube

Se Vitório Píffero e companhia andavam meio receosos de renovar com Alex, ontem o jogador justificou porque não se deve duvidar de suas capacidades. Começou como titular, surpreendendo tudo e todos, e deu conta do recado. É evidente que, pela idade avançada, ele não consegue manter o mesmo ritmo de jogo a partida inteira, mas é experiente, tem ótimo passe, visão de jogo e ainda será muito útil para qualquer clube. Que o seja para o Inter.

5. Atlético-MG ataca com tudo e todos

Essa lição é, talvez, a mais importante. Os dois gols que o Inter sofreu ontem foram marcados por defensores, mesmo o Atlético-MG tendo iniciado a partida com três jogadores de ataque. Não é de hoje que o Galo varia suas formas de atacar, como fez diante do Inter. No Brasil, talvez seja a equipe onde mais haja variação entre jogadores que fazem gols. É bom lembrar, por exemplo, que o time se classificou para os mata-matas com o gol de um volante. É bom lembrar que uma das jogadas mais fatais deles sai de uma cobrança de lateral. É bom lembrar que o próprio Levir Culpi, técnico da equipe, se auto-intitula um “burro com sorte”. Eles não têm medo algum de ousar e tentar de todos os jeitos, de destruir as convenções. No Beira-Rio, semana que vem, isso tem de estar bem claro na mente de todo Colorado.

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Foto: Divulgação / SC Internacional



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