5 lições que o São Paulo aprendeu na vitória contra o Cruzeiro

São Paulo

A vitória magra que o São Paulo conseguiu contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira (6), no Morumbi, pelo primeiro jogo das oitavas-de-final da Libertadores, não exprime toda a superioridade que o Tricolor teve sobre a equipe Celeste.

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Ao longo da partida, o goleiro adversário, Fábio, fez pelo menos cinco defesas difíceis, sendo três em finalizações praticamente à queima-roupa, sem contar as tentativas que passaram perto da trave e um pênalti claro, não marcado sobre Rafael Toloi.

Para que o são paulino não sofra tanto na partida de volta, na semana que vem, em Belo Horizonte, o Torcedores.com separou 5 lições que o time deve ter aprendido ao término do embate. São elas:

1. É difícil jogar sem um centroavante

Muito se diz que no futebol moderno não há a necessidade de se jogar com um homem de referência na frente, mas na prática, não é bem assim. O São Paulo, ontem, sentiu muito a falta de um centroavante para empurrar para o gol, com mais qualidade, as diversas chances criadas, ou, ao menos, fazer o pivô para ajudar os meias a penetrar na defesa. Alexandre Pato, por mais que se esforce, não tem esse perfil.

2. Não tem condição do Reinaldo ser titular

O lateral-esquerdo atualmente titular, Reinaldo, é dedicado, corre bastante, se apresenta para o jogo, mas não tem a mínima condição, um time como o São Paulo, tê-lo como titular em uma Libertadores. Ele tem uma dificuldade imensa de entender que é lateral e precisa ajudar o ataque indo à linha de fundo pela lateral, não afunilando o jogo no meio-campo, conforme costuma fazer. Além de atrapalhar as jogadas ofensivas com essa mania, deixa sempre uma avenida nas suas costas.

3. Wesley tem qualidade, mas está abaixo do Hudson

Ontem o Wesley foi titular na vaga que seria de Hudson e, ao contrário da expectativa, não manteve o mesmo nível que o dono da posição, suspenso na noite de ontem, costuma apresentar. Não que ele tenha ido completamente mal, mas Wesley, talvez por sua formação futebolística, tem o hábito de pegar a bola e partir pra cima, sem pensar muito o jogo, algo que o esquema do São Paulo exige. A falta de tabelas entre ele, o meio-campo e Reinaldo (nesse caso, mais por culpa do lateral), foram um ponto fraco do Tricolor diante do Cruzeiro.

4. Alterações precisam ser feitas antes

Se a torcida reclamava que o Muricy era teimoso e não fazia substituições, o acaso tem mostrado que Milton Cruz segue a mesma toada. O treinador interino demorou demais para mexer no time e tentar outras alternativas para furar a defesa cruzeirense. A uma certa altura, qualquer um percebia que Wesley, pelo menos, não estava funcionando e seria salutar colocar um meia ou um jogador mais ofensivo em campo. Quando finalmente, aos 25 minutos, ele agiu, colocando Boschilia, o time se soltou mais. Coincidência ou não, o gol saiu depois disso.

5. O São Paulo precisa, ainda, de reforços

De acordo com o que dissemos no primeiro tópico dessa lista, o São Paulo sentiu muita falta de um centroavante no jogo de ontem. Luis Fabiano, na semana que vem, quando volta de suspensão, deve suprir essa lacuna. Mas não dá para contar só com ele. Em primeiro lugar, porque a relação dele com a diretoria está péssima e isso, com toda a certeza do mundo, vai se refletir em campo. E em segundo lugar, porque, justamente por esse temperamento imprevisível dele, é sempre inteligente ter um bom suplente a postos. Aidar e companhia precisam ir às compras, afinal, além de tudo, Alan Kardec, que seria o cara desse momento, só volta em outubro.

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Foto: Divulgação / São Paulo FC



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