5 motivos para o torcedor manter a fé no Palmeiras após o Paulistão

Divulgação/Palmeiras

A chance perdida de levantar a taça do Paulistão ainda deve estar martelando na cabeça de muito torcedor do Palmeiras. Entretanto, apesar de todo sentimento de tristeza, jogadores e o técnico Oswaldo de Oliveira destacaram a ótima campanha do clube, que tira do Estadual muitos fatores positivos e também lições para a sequência da temporada de maneira que possa se fortalecer ainda mais para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.

LEIA MAIS:
Paulistão em números: Palmeiras foi a equipe que mais levou torcedores como visitante
Paulistão em números: Palmeiras termina com o recorde público e a melhor renda da competição

O sucesso com o plano de sócio-torcedores Avanti, a modernidade do Allianz Parque, a euforia com um time que, em 2015, igualou-se aos rivais em técnica e opções no elenco… Tudo isso deve ser levado em consideração para que a torcida alviverde não desanime após o vice-campeonato paulista. Ao mesmo tempo, o Palmeiras ainda precisa de paciência para chegar a um entrosamento ideal, e também que alguns jogadores mostrem mais frieza nos momentos decisivos ao invés de fúria, como foi o caso do atacante Dudu, expulso ainda no primeiro tempo na Vila Belmiro.

Por isso, o Torcedores.com apontou cinco lições que o Pameiras tira desse Paulistão para que possa crescer e chegar aonde quiser na sequência deste ano. Confira!

1) Respeito nos clássicos
O Palmeiras terminou a temporada de 2014 com apenas uma vitória nos dérbis disputados contra os rivais e a alta expectativa pela contratação de 20 reforços precisava ser provada em campo. No Paulistão, o Verdão conquistou resultados importantes nos jogos-chave, como os 3 a 0 diante do São Paulo, no Allianz Parque, e o triunfo sobre o Corinthians nos pênaltis na semifinal, em Itaquera. Além disso, o plantel de Oswaldo de Oliveira mostrou ser recheado de peças que podem decidir nesse tipo de confronto além de Valdivia, como a experiência de Zé Roberto, a rapidez de Dudu, a autoconfiança de Arouca, a frieza de Cleiton Xavier e as defesas do quase ‘santo’ Fernando Prass.

2) Anda com as próprias pernas
O Palmeiras entrou em 2015 com as receitas de televisão disponíveis e encerra o Paulistão não com um, mas com quatro patrocinadores estampados na camisa: a Crefisa, a FAM, a TIM e a Prevent Seniors, além do material esportivo da Adidas. O clube pode se gabar de ser o único no País a pagar os salários dos jogadores em dia e, em março, registrou no balancete um lucro de R$ 12 milhões, ficando no azul em mais de R$ 5 mi na temporada.

3) Elenco mais qualificado
Se no ano passado a situação só melhorava quando Valdivia estava jogando, o Palmeiras tem muitas opções de reposição que o colocam como um dos melhores elencos desta temporada. Na armação, a diretoria trouxe Cleiton Xavier, Robinho e Alan Patrick para auxiliar Valdivia ou mesmo substituí-lo em caso de lesão. Dudu, Kelvin, Leandro Pereira e Rafael Marques foram contratados para resolver no ataque. O veterano Zé Roberto veio para passar a calma necessária nos momentos de pressão; Egídio e Lucas para tomar conta das laterais; Gabriel e Arouca para proteger o meio campo; Aranha para ser o reserva de luxo de Fernando Prass; Vitor Hugo, Victor Ramos e Jackson para brigarem pela companhia do xerife Tóbio na zaga. Com dinheiro em caixa, o diretor de futebol Alexandre Mattos já admitiu que está de olho no mercado e o objetivo é trazer mais quatro ou cinco jogadores para completar o elenco. Sem sombra de dúvida, o Verdão chegou para ficar entre os melhores em 2015.

4) Maior poder de decisão
Desde o fim do primeiro jogo da final contra o Santos, todo palmeirense rezou para que o pênalti perdido de Dudu não fizesse falta. Mas fez. A oportunidade desperdiçada de marcar 2 a 0 fez com que o Peixe saísse do Allianz Parque com a certeza de que poderia virar o marcador. Contando com um primeiro tempo apático do Palmeiras, que teve o camisa 7 expulso, os donos da casa logo tomaram as rédeas e forçaram os visitantes a correrem atrás do prejuízo. Para se tornar um time completo, é preciso encontrar os pontos fracos. No caso do time de Oswaldo de Oliveira: mais precisão nos momentos em que o adversário esteja vulnerável e mais autocontrole dos atletas para não caírem na catimba do adversário ou perderem a estribeira com outros fatores.

5) Legião avante!
Após a decisão, Oswaldo pediu aos torcedores para não pararem de apoiar o time na temporada. O programa Avanti conta atualmente com 119.461 participantes (com mais de 30 mil adesões em 2015), o segundo do Brasil, superado apenas pelo do Internacional, com pouco mais de 136 mil, e ajuda a explicar por que o Allianz Parque vive tomado, seja em jogos contra times pequenos ou clássicos. A média de bilheteria na nova casa do Alviverde superou a margem de R$ 20 milhões até aqui, a maior disparada. Então o Verdão precisa de todo esse ânimo na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, únicas vias que podem levá-lo aos títulos e ao retorno à Libertadores.

Curtiu essa matéria? Siga o autor no Twitter: @fontes_matheus.

Foto: César Greco/Agência Palmeiras



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.