5 razões para não perder o ‘jogão’ de Bellucci contra Djokovic em Roma

Aos poucos Thomaz Bellucci vai reencontrando sua melhor forma e, na tarde desta quinta-feira, o torcedor brasileiro terá nova oportunidade de ver o tenista número 1 do País em ação em um jogaço. Às 14h30 (horário de Brasília), o paulista de 27 anos enfrentará ninguém menos que Novak Djokovic, líder do ranking ATP e invicto no circuito há 18 partidas, pelas oitavas de final do Masters 1000 de Roma. Quem não costuma acompanhar muito a modalidade, às vezes critica o pupilo de João Zwetsch por não ganhar os confrontos teoricamente mais tranquilos, mas sabe que curiosamente Bellucci eleva muito o nível diante dos tops.

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Desde o início da sua carreira, o canhoto natural de Tietê (SP) enfrentou jogadores dentro do grupo dos 10 melhores do mundo em 27 oportunidades. Foram cinco vitórias – contra Fernando Verdasco em Acapulco/2011, Andy Murray em Madri/2011, Tomas Berdych/2011, David Ferrer em Monte Carlo/2012 e Janko Tipsarevic em Gstaad/2012. Mesmo que perca o confronto direto para Djokovic (duas derrotas em dois jogos), foi contra o sérvio que Bellucci jogou uma das melhores partidas de sua vida, há quatro anos. 

Por isso, o Torcedores.com aponta cinco motivos para você não perder esse jogão de tênis. Confira!

1) Djokovic é o tenista a ser batido
O sérvio está realmente impossível em 2015. Com 31 vitórias em 33 jogos e quatro títulos até aqui, Djokovic mostra que está vários degraus acima em relação aos adversários diretos, tanto no aspecto técnico como tático. No saibro, já deu o recado a Rafael Nadal ao conquistar o Masters 1000 de Monte Carlo com um tênis redondinho: alternando potência e variação, com golpes profundos, às vezes angulados, às vezes com bolas mais altas e cheias de top spin… Com esse cardápio vasto, Nole entra como principal candidato para vencer Roland Garros, o único Grand Slam que ainda lhe falta na coleção.

2) Bellucci gosta de jogos grandes
Lembra da polêmica frase do atacante Paolo Guerrero após a eliminação no Paulistão, dizendo que o Corinthians gostava dos campeonatos mais importantes? Bom, Bellucci é outro atleta que cresce quando enfrenta os melhores do mundo. Por mais que o retrospecto contra tops 10 não seja lá tão bom, o brasileiro sempre dificultou a vida deles na maioria das partidas. No Masters 1000 de Madri de 2011, o canhoto anotou a melhor campanha da sua vida, batendo na sequência Andy Murray, então quatro do mundo, e Tomas Berdych, sete do ranking, antes de cair para o mesmo Djokovic na semifinal. Esta será a segunda vez que o número 1 do Brasil vai encarar o líder do ranking ATP: em 2012, Bellucci enfrentou Roger Federer no ATP 500 da Basileia e perdeu apenas no tiebreak do terceiro set.

3) Você verá grandes jogadas
No jogo de 2011, o último contra Djoko, o brasileiro fez uma impecável primeira metade da partida, deixando o sérvio atordoado com o volume do fundo de quadra. Winners de forehand, backhand, na cruzada, na paralela, deixadinhas, o arsenal completo. Bellucci chegou a liderar o jogo por 6/4 e 3/1 contra o sérvio, que, à época, estava invicto naquela temporada após 31 vitórias. Mesmo com o revés posteriormente, aquela partida ficou para a história e pode servir de referência para que Thomaz possa surpreender o número 1 do mundo.

Relembre os melhores momentos daquele jogo!

4) Rivais dão aquela ‘secada’
Acompanhar Djokovic e Bellucci pode ser uma boa lição de casa para os rivais diretos do sérvio. No momento, Federer, Nadal e Andy Murray estão correndo por fora nesta temporada que, por enquanto, tem dono falando sérvio. Às vésperas de Roland Garros, o trio de ferro pode se espelhar no brasileiro, que não costuma respeitar os tops. Nadal pode se valer do fato de Thomaz também ser canhoto, Murray pode aprender como minar Djoko do fundo com bolas altas e o ataque nos momentos mais adequados, e Federer pode insistir na variação de efeitos, que atrapalha demais o plano tático do número 1 do mundo. Eis que o mundo todo verá Bellucci nessa quinta-feira e, com certeza, os rivais de Nole torcerão para o brasileiro!

5) Acompanhe do sofá!
O Sportv detém os direitos de transmissão de todos os nove eventos Masters 1000 da temporada. Em Roma, no charmoso complexo do Foro Itálico, há três quadras com câmeras de televisão: a Centrale, o Grandstand e a Pietrangeli. Os dois primeiros jogos de Bellucci aconteceram em quadras secundárias, então não puderam ser mostrados pela emissora. Entretanto, a partida desta quinta-feira contra Djokovic será a primeira da sessão noturna local na Centrale e irá ser transmitida ao vivo às 14h30 (horário de Brasília), com a narração de Eusébio Resende e os comentários de Narck Rodrigues. Não perca!

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Foto: Getty Images



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.