Afastado desde 2011, único carrasco de Nadal em Roland Garros sonha com volta

Robin Soderling

Lembrado por ter sido o único homem a derrotar Rafael Nadal em Roland Garros, o sueco Robin Soderling não joga uma partida oficial desde julho de 2011, mas não descarta o retorno às quadras após se recuperar de uma mononucleose. Aos 30 anos, o ex-número 4 do mundo sonha com a volta ao circuito profissional.

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“Eu posso treinar com muita intensidade. O problema é a recuperação”, lamentou Soderling em entrevista ao jornal francês Le Monde. “A única coisa que posso fazer é descansar e ter esperança. Não posso dar uma resposta, mas é um sonho. Muitos jogadores têm bons resultados quando superam os 30 anos”, completou.

Em 2009, o sueco eliminou Nadal nas oitavas de final de Roland Garros e, desde então, ninguém conseguiu superar o espanhol no Grand Slam francês. Para se ter uma noção da façanha, Nadal já acumula nove títulos em Paris. Naquela temporada, Soderling avançou até a final e perdeu para Roger Federer. Reencontrou Nadal na decisão/ revanche no ano seguinte e ficou com o vice de novo.

“Sempre se fala deste jogo e é bom, obviamente, mas eu realmente gostaria de ser lembrado por algo mais”, desabafou.

Na última vez que entrou em quadra por um torneio, o sueco ganhou o título de Bastad em cima do espanhol David Ferrer. Era o número 5 do mundo, com dez títulos de ATP, mas acabou vencido pela mononucleose.

“Tudo começou em Wimbledon 2011. Perdi na terceira rodada e me senti cansado, com dor de garganta. Descansei uma semana e depois joguei em Bastad, onde fui bem, mas novamente me senti muito, muito cansado. Os três primeiros meses de enfermidade foram horríveis. Tinha dias que não conseguia levantar da cama. Foi duro”, recordou o ex-top ten em entrevista dada ano passado. “Não fiz nada no primeiro ano porque estava muito doente”, reforçou ao Le Monde.

No momento, ele é diretor do ATP 250 de Estocolmo, uma maneira de estar mais próximo do circuito.

A doença

A mononucleose, que atrapalhou a carreira de Robon Soderling, é causada por um vírus que afeta os linfócitos (glóbulos brancos responsáveis pela produção de anticorpos). Não existe um tratamente específico para a doença, restando ao paciente beber muito líquido e ficar em repouso.

Foto: Getty Images



Jornalista desde 2008, é um estudioso do esporte e se orgulha por ter participado da cobertura de duas Olimpíadas: na Folha e no iG. Fecha o caderno de esportes do jornal ABCD MAIOR, que fica na Região do ABC Paulista