Árbitro da FERJ analisou todos os pênaltis sofridos pelo Vasco

 

Na tarde desse domingo, o Vasco conquistou seu 23º título estadual. Enquanto seus torcedores comemoravam a vitória sobre o Botafogo, e dizem que o respeito voltou, uma coisa não sai da boca dos rivais, a amizade do Eurico com Rubens Lopes e os 8 pênaltis a favor do Cruz-Maltino. Então o Torcedores.com chamou um dos árbitros dos juniores da FERJ para analisar todos os 8 lances, e uma simulação feita por Gilberto contra o Fluminense.

Durante a Copa do Mundo, nosso convidado, escreveu mensagens em sua rede social parabenizando as boas atuações de seus colegas de profissão. Porém, ao ser perguntado sobre a arbitragem brasileira, preferiu não responder e também pediu para não ser identificado.

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Ao ver o vídeo a baixo, ele vez os seguintes comentários:

Vasco X Fluminense

“No primeiro lance, ao meu ver o atacante Gilberto simulou uma falta, pois não houve o toque do goleiro tricolor (contrariamente ao que os comentaristas analisaram), ou seja, o árbitro tomou a decisão correta. Repare que o árbitro estava muito bem posicionado e foi preciso no momento de apitar a infração da equipe de São Januário por simulação. No segundo lance do mesmo jogo, o jogador do Vasco sofreu a falta dentro da área, pois foi segurado pelo atleta do Tricolor, que o impediu de prosseguir no lance. Mais uma vez decisão correta do árbitro Luis Antônio Silva Santos (Índio) ao marcar o tiro penal.”

Vasco X Nova Iguaçu

“O árbitro marcou corretamente o tiro penal, pois o jogador do Nova Iguaçu, apesar de ter visado a bola, acertou somente o atleta do Vasco que foi mais rápido e se antecipou na jogada, impedindo-o de continuar e, portanto, o derrubando.”

Vasco X Bonsucesso

“Na minha opinião, não ocorreu pênalti. Nesse caso o árbitro deve analisar se houve bola na mão ou mão na bola, levando em consideração também outros pontos, como a velocidade da bola, distância da bola ao atleta, movimento do braço sendo natural ou não e etc. No caso em questão, o atleta estava em uma dividida e após o desvio de cabeça do Thalles, a bola foi em direção ao braço de seu adversário, ou seja, bola na mão. Além disso, no momento do desvio, a distância da bola estava muito próxima ao jogador do Bonsucesso e ainda assim, o movimento corporal foi natural, não havendo algo deliberado com a finalidade de interceptar ou alterar a direção da jogada. Portanto, a decisão correta seria seguir o jogo, na minha opinião.”

Vasco X Boavista

“Ocorre a penalidade, onde acertadamente o árbitro assinalou. O atleta do Boavista chega atraso no lance e toca no adversário, derrubando-o. Tiro penal correto e indiscutível.”

Vasco X Friburguense

“No primeiro lance, na minha opinião, não há infração de tiro penal. O atleta do Friburguense apesar de provocar um peso no adversário, esse não é tão grande para fazê-lo cair. No segundo lance, seguindo as regras de jogo, ocorreu o tiro penal, onde o árbitro bem posicionado assinalou corretamente. No terceiro lance, o árbitro mais uma vez próximo a jogada, assinalou corretamente. O jogador do Friburguense leva a bola com o braço, ou seja, provocando o chamado “mão na bola”. Como a falta ocorreu dentro da área de meta (grande área), tiro penal, marcado corretamente pelo árbitro da partida.”

Vasco X Flamengo

“O árbitro acertou em assinalar o tiro penal, pois o atleta do Flamengo apesar de visar a bola não a acerta, tocando somente no jogador do Vasco, o tirando da jogada com a força empregada na dividida. Tiro penal. Recomendo no lance do Vasco x Flamengo, buscar o vídeo da final entre Botafogo x Flamengo de 2009, onde o mesmo árbitro marcou um pênalti a favor do Flamengo em um lance praticamente parecido com esse. É questão de interpretação e critério e levando isso também como defesa ao árbitro, ele seguiu isso.”

Para o jovem árbitro, os juízes acertaram 7 dos 9 lances selecionados, errando apenas um contra o Friburguense e o pênalti que originou o gol contra o Bonsucesso. Se não ocorresse a penalidade, o jogo seria empate e o Vasco terminaria com 31 pontos, enquanto o 5º colocado, o Madureira, terminou a competição com 30. Segundo ele ele, a FERJ realizou estudos com os árbitros juniores sobre alguns desses lances e também fizeram trabalhos de campo onde discutiram lances parecidos.



Sou estudante de comunicação social na PUC-RJ, tenho 20 anos e apaixonado por esportes. Em meus textos busco colocar a melhor informação possivel com muitos dados e as vezes opinião. O melhor do PVC e do Rica Perrone juntos em um só