Atletismo brasileiro ganha projeto para mapear DNA de atletas de ponta

DNA

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) está com uma novidade científica para o futuro da modalidade. Em parceria com o Instituto do Coração (InCor), acaba de lançar um projeto que visa mapear o DNA de 500 atletas de alto rendimento. Entre os objetivos: caracterizar o perfil genético do grupo analisado, comparar com os atletas especialistas nas diferentes provas (para identificar se existe diferença visível na genética), e usar as informações para melhorar o treinamento, minimizar lesões e acelerar os processos de recuperação.

“Será que aqueles que se destacam em velocidade tem um perfil genético diferente a ponto de conseguirmos apontar quem está se destacando?”, destaca Rodrigo Gonçalves Dias, pesquisador do InCor, doutor em Ciência do Exercício pela Universidade de São Paulo (USP). Para Rogério Pereira do Carmo, técnico de atletismo do GR Barueri, ao mapear o DNA dos atletas, o projeto também carrega em si, outro benefício. “Poderá ajudar na indicação das provas adequadas para cada atleta, melhorando os resultados e revelando novos talentos”.

Mas é preciso ter calma hein. De acordo com os especialistas, associar a genética com a especialidade do atleta é algo complexo, demanda tempo. A vantagem de saber esperar é que, à medida que os resultados forem saindo, haverá uma grande contribuição para o futuro do atletismo brasileiro.

“O que podemos obter com esse atletas já consagrados é informação genética para começar a identificar na base, assinaturas genéticas semelhantes a desses atletas, com potencial de se destacar no esporte, dando um olhar especial para esses jovens, futuro do esporte”, conclui Rodrigo.

Foto: Reprodução/Facebook



Edilene Mendonça é jornalista diplomada pela UNISA (Universidade de Santo Amaro). Sua trajetória profissional inclui atuações em produtora de vídeo, tevê, campanha política, assessoria de imprensa, site infantil e esporte. Pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU).