Brasil conquista quatro medalhas no Mundial de Ginástica

O primeiro dia das finais do Mundial de Ginástica foi de conquistas, mas também de decepção para o Brasil. De um lado as comemorações com as provas de salto (ouro e bronze no masculino, prata no feminino), e de barras paralelas, bronze no masculino. De outro, apesar da enorme expectativa por uma medalha nas barras assimétricas, as ginastas falharam nas apresentações e terminaram a prova nas últimas posições.

No salto masculino, ouro para Ângelo Assumpção, com a nota 15.025, bronze para Diego Hypolito, 14.837, e prata para Andreas Toba (Alemanha), 13.750. No feminino, Rebeca Andrade, 14.700, perdeu o ouro para Yalan Deng (China) com 14.962, Franchesca Santi (Chile) 14.162 completou o pódio.  A brasileira Letícia Costa, que também esteve na final do salto, terminou em 4º lugar, 14.150.

Nas barras paralelas, o brasileiro Francisco Barreto Júnior fechou sua nota em 15.300 e ficou com o bronze. Perdendo apenas para o alemão Lukas Denker 15.750, e o chinês Xiaodong Zhu, 15.525. Tanto Denker quanto Barreto saíram vibrando muito após suas apresentações, e mesmo antes de saberem as notas, pediram comemoração e gritos da torcida.

“Fiquei muito feliz com o Chico (Francisco Barreto Júnior), e espero fazer a série da vida, igual a ele”, diz Henrique Medina Flores, atleta das argolas. Companheiro de seleção e amigo do ginasta desde a infância, Flores está na final deste domingo, terceiro e último dia de competições.

Nas barras assimétricas, Flávia Saraiva (12.525) e Rebeca Andrade (13.300) sentiram a forte cobrança do público, falharam na disputa e retornaram para completar as séries, mas ficaram apenas em 7º e 8º na classificação.

“O nível da ginástica está fantástico, o grau de dificuldade que os atletas tentam colocar nas suas apresentações, incrível. Vejo uma evolução do Brasil, mas atletas que estão começando sentem a pressão do público mesmo”, diz Alessandro Sdei, 48, presidente da liga brasileira de Pole Sports.

A última prova do dia, barra fixa, não contou com finalistas brasileiros, mas conquistou um futuro atleta para a categoria. “Eles foram muito bons nas “piruetas”, fiquei motivado e quero entrar para a ginástica artística por causa deles. Muito lindo”, disse Luigi Sdei, 9, estudante e praticante de judô desde os três anos.

Para a segunda final do Mundial de Ginástica, neste domingo das 9h às 14h, o Brasil estará em todas as competições (solo, trave, argolas e cavalo com alças). Flávia Saraiva (solo e trave) e Lorrane Oliveira (solo). Arthur Zanetti e Henrique Medina (argolas), Ângelo Assunção e Diego Hypolito (solo), Pétrix Barbosa (cavalo com alças). Ingressos à venda no site oficial do evento e na bilheteria do Ibirapuera. Para outras informações acesse: Livepass.com.br

Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas



Edilene Mendonça é jornalista diplomada pela UNISA (Universidade de Santo Amaro). Sua trajetória profissional inclui atuações em produtora de vídeo, tevê, campanha política, assessoria de imprensa, site infantil e esporte. Pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU).