Zanetti conquista melhor nota da carreira e é líder nas argolas no Mundial de Ginástica

CBG

A sexta-feira foi de teste, tensão, emoção, com as quedas e resultados, para os brasileiros da etapa São Paulo do Mundial de Ginástica Artística. Dez atletas permanecem na disputa em suas categorias. Pétrix Barbosa levou tombo feio na barra fixa, terminou a prova em 11º, com 13.050 e não se classificou. Mas, à tarde, se recuperou na prova do cavalo, e continua no evento. A nota final dos ginastas inclui: dificuldade de movimentos executados e estilo e perfeição dos movimentos, apenas os oito melhores avançam na competição.

No feminino, Flávia Saraiva, 15, uma das mais novas promessas do Brasil, fechou a primeira entre as cinco colocadas em três provas, 1º lugar no solo com a nota de 13.900, 2º trave 13.700 e 4º assimétricas 13.550; Lorrane Oliveira, 17, 2º solo 13.750; Rebeca Andrade, 15, 1º salto 14.825 e 8º assimétricas 12.900 e Letícia Costa, 20, 5º salto 13.975.

No masculino, Arthur Zanetti, 25, 1º nas argolas com o melhor resultado de sua história 16.050; Henrique Medina, 24, 3º argolas 14.950, Ângelo Assunção, 18, 4º salto 14.800 e 4º solo 14.900; Diego Hypolito, 28, 6º salto 14.375 e 2º solo 15.200 (gripe e dores na coluna podem tirar atleta da final); Francisco Barreto Júnior, 27, 4º paralelas 15.100; Pétrix Barbosa, 23, 6º cavalo com alças 14.250.

Pai de atleta e bailarina do Faustão reclamam de “gritaria”

Com capacidade para 11 mil torcedores, o Ibirapuera contou com a forte presença do público, torno de 60% ocuparam as arquibancadas. Entre eles, torcedores, fãs da ginástica, profissionais do esporte, amigos e familiares de atletas, que aplaudiram, suspiraram, gritaram. Mas também se viram nervosos e perdidos em meio às provas classificatórias, em que atletas disputam diferentes modalidades ao mesmo tempo. Arthur Zanetti, argolas, e Francisco Barreto Júnior, cavalo com alça, é um dos exemplos.

“Acho que a pressão do público atrapalha um pouco a concentração do atleta”, revela Francisco Carlos Barreto, 57, empresário, pai do ginasta Francisco Barreto Júnior. Para Carolina de Oliveira, bailarina do Faustão, esposa do atleta, o brasileiro está muito acostumado com esportes como futebol, vôlei, em que ficam “gritando” o tempo todo. “Gritar pelo atleta, antes dele entrar no aparelho e quando sair, é muito importante, todos ficam muito empolgados. Mas, no momento da série o silêncio é bom porque ele consegue se concentrar melhor, focar melhor, ter um rendimento maior pela concentração”, destaca.

Público se diz perdido em meio a tantas competições simultâneas

“A gente vê pela tevê, mas ao vivo é bem diferente. Mais rápido, mais emocionante, a gente interage mais. O lado bom é vivenciar várias apresentações ao mesmo tempo, e o ruim é que, por serem várias disputas ao mesmo tempo, você perde detalhes importantes das provas”, diz Cathiane Voight, 23, professora de Educação Física.

“Aqui são poucas modalidades ao mesmo tempo, três no máximo, nas Olimpíadas são seis. Assim é a dinâmica das classificatórias”, explica Gean Gabriel, 21, estudante no último ano de esporte/USP, técnico e árbitro nacional de ginástica artística masculina.

“Primeira vez que acompanho um evento ao vivo e achei muito mais emocionante porque é possível ver as pessoas reais, que levam tombo, caem, ver a torcida das pessoas que estão do seu lado. O ponto negativo é que não tem locução, você fica sem esse tipo de referência e acaba tendo que investir mais na percepção”, Luiz Soares, 44, editor de livros.

“Achei que não teve divulgação. Acabei de ver a matéria no Sportv e corri pra cá, poderia ter me programado antes, pesquisado. Para entender a prova de cavalo, por exemplo, é preciso ter um conhecimento mínimo dos elementos. Pelo que estou vendo, eles só estão girando”, César Zambelli, 26, design.

Quem quiser, ainda pode ver os ídolos brasileiros de perto. Os ingressos para as finais sábado (2) e domingo (3) estão à venda no site oficial do evento, Livepass.com.br, e na bilheteria do Ibirapuera. No sábado, a decisão será no salto e barras fixa e paralelas (feminino), e solo, fixas e assimétricas (masculino). No domingo, a decisão será do solo e trave (feminino), solo, cavalo com alças e argolas (masculino).

Edilene Mendonça – com exclusividade para o Torcedores.com



Edilene Mendonça é jornalista diplomada pela UNISA (Universidade de Santo Amaro). Sua trajetória profissional inclui atuações em produtora de vídeo, tevê, campanha política, assessoria de imprensa, site infantil e esporte. Pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU).