Cinco lições que o Bayern de Munique aprendeu com o Barcelona

Um atropelamento. Assim podem ser definidos os 15 minutos finais da partida entre Barcelona e Bayern de Munique nesta quarta-feira. O time espanhol passou por cima do rival alemão e deixou algumas lições que a equipe de Guardiola terá de pensar e trabalhar se quiser manter vivo o sonho de voltar à decisão da Liga dos Campeões.

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ERRO MENTAL DEFINE JOGO: Guardiola já falou diversas vezes sobre a importância de ter defensores concentrados quando se defende com a linha defensiva tão alta. O espanhol Bernat parece ter não escutado as orientações do treinador. O Bayern de Munique fazia um bom segundo tempo e dominava as ações quando o lateral se precipitou em uma saída de bola. O resultado de tal erro possibilitou a Daniel Alves recuperar a pelota no campo de ataque e oferecer uma chance de ouro não desperdiçada por Messi.

Depois do gol inaugural, o Bayern de Munique teve minutos de instabilidade emocional. O Barcelona não precisou de mais do que 15 minutos de incerteza do time alemão para praticamente definir o confronto.

ESSE BARCELONA NÃO É AQUELE: O Barcelona é conhecido pela sua troca de passes e pela posso de bola. No entanto, o time atual é diferente daquele que encantou o mundo sob o comando de Guardiola. A equipe treinada por Luis Henrique não se incomoda em ver o adversário dominando as ações em alguns momentos.

O jogo desta terça-feira foi o primeiro desde 2006 em que o Barcelona teve menos posse de bola do que seu rival. O Bayern quebrou uma série de 96 partidas, mas viu o time catalão sair de campo com muito mais chances de gol.

E não é apenas a posse de bola e domínio de meio campo. O Barcelona atual é um time baseado em ataques e contra ataques. Mais driblador, a equipe da Catalunha completou 28 dribles contra três do Bayern.

O TAMANHO DA FALTA DE ROBBEN, RIBEY E ALABA: O Bayern tem um ótimo elenco, um dos melhores do mundo. Mas jogadores capazes de quebrar o jogo de xadrez dos treinadores são poucos. Schweinsteiger, Lahm, Thiago, Alonso, Lewandowski, Bernat, Gotze e Muller são atletas muito acima da média e fazem qualquer sistema funcionar. No entanto, o brilho, o talento e a criatividade de nomes como Robben, Ribery e Alaba fizeram falta.

O Bayern teve bons momentos no jogo em Barcelona. Conseguiu controlar a posse de bola e teve domínio territorial em boa parte da partida, mas pouco incomodou a meta defendida por Ter Stegen.

É PRECISO PLANEJAR MELHOR A TEMPORADA: Pelo segundo ano consecutivo o Bayern chega para a semifinal da Liga dos Campeões em seu pior momento na temporada. Assim como na eliminação para o Real Madrid em 2014, o time bávaro sofreu com lesões e viu seu melhor desempenho chegar antes da reta final da competição continental.

GUARDIOLA TINHA RAZÃO: O torcedor do Bayern de Munique deve ter ficado nervoso quando viu seu treinador no estádio de outra equipe, vibrando com os lances de um jogador que não é do seu elenco. O que Guardiola fez quando foi até a Espanha assistir a um jogo do Barcelona há algumas semanas é algo fácil de entender. Não há como não se empolgar com Messi. Não há como segurar o argentino quando ele está indo em diração ao gol. O craque decidiu o confronto e mostrou ao mundo todo que Guardiola estava certo ao vibrar com suas jogadas.

Crédito da Imagem: divulgação



Profissional formado em Jornalismo, com pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Experiência em web-jornalismo e hard news. Bom desenvolvimento de pautas, notas, especiais e grandes reportagens para impressos. Amplo conhecimento do mundo esportivo e de diversas modalidades.