Com “caldeirão” lotado, Mogi vence Macaé e avança às semifinais do NBB

A noite de segunda-feira (4) não foi um dia atípico para o time de Mogi das Cruzes, que novamente, viu sua torcida esgotar rapidamente os 5,000 ingressos disponíveis para a partida e incentivar os jogadores, do início ao fim, para que a vitória viesse junto a segunda semifinal seguida no NBB. Com 91 a pontos a 84, Mogi vence 5a partida contra Macaé e agora espera adversário advindo do confronto entre Bauru e Franca, que jogam nesta terça-feira (5).

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A noite começou com um show a parte da torcida mogiana, que faltando pouco mais de 30 minutos para o início do jogo, já ocupava mais da metade dos assentos no ginásio Hugo Ramos, e hilariamente, vibrava com os erros do ala-armador de Macaé, durante seu aquecimento. A pressão, que normalmente se inicia quando a bola vai ao ar, já tomava conta do clima do “caldeirão”, que ferveu quando as luzes do ginásio se apagaram e os jogadores foram apresentados.

Com a bola em jogo, Mogi tinha o apoio da torcida, porém, foi Macaé que se sentia em casa. Os visitantes chegaram a abrir 7 pontos de vantagem devido aos inúmeros erros, principalmente de lance-livre. Contudo, o time da casa entrou no eixo com a liderança do ala armador Shamell, que marcou 8 pontos no período e igualou o placar, mas o Macaé fez dois belos ataques e terminou o primeiro quarto com uma curta vantagem: 20 a 15

No segundo quarto, Mogi e Macaé mudaram o estilo, e foram para as jogadas de dois pontos. Paulão Prestes e De Bem, de Mogi e Macaé, respectivamente, foram os destaques do quarto pelos pontos e rebotes que efetuaram. Com um período lá e cá, as equipes alternavam a liderança do placar jogada a jogada após a equipe mogiana tirar a diferença de 5 pontos. Ao final do quarto, Mogi ainda conseguiu abrir uma pequena vantagem e a segurou até a ida ao vestiário, com 35 pontos a 34 no placar.

Na volta, sabendo que aqueles dez minutos seriam essenciais para o Macaé, o técnico Léo Costa botou o time ao ataque, mas foi Mogi quem abriu vantagem, após converter seus três primeiros arremessos. O time do Estado do Rio de Janeiro voltou para a partida e no fim, com dois lances protagonizados pela estrela macaeense, Jamaal, abriu um vantagem de sete pontos, deixando a torcida mogiana apreensiva. Mogi até reagiu, mas Macaé foi para o último quarto vencendo por 64 a 61 após fazer seu melhor quarto e vencer o período por 30 a 26.

Notando que o time precisava de uma força amais, a torcida começou a jogar junto com o Mogi nos últimos dez minutos, que decidiriam entre o favorito e a zebra da competição, quem avançaria na competição. Mogi tirou a diferença no começo, e com um show dos ataques, que não eram parados por falta, pelo fato de os times já terem estourado o número permitido, o quarto quarto foi do sexto-homem chamado Jimmy.

Zerado até o quarto período, o ala mogiano anotou 10 pontos dos 30 que o time fez no período, sendo 3 deles em uma importante bola de três com menos de dois minutos para o fim do jogo, que deu uma pequena vantagem ao Mogi e inflamou ainda mais o caldeirão. Com muito barulho, a torcida pressionou o time do litoral norte-fluminense, que acabou errando errando muitos passes, e ajudou a Mogi a sacramentar sua segunda classificação seguida às semifinais, após vencer a partida em 91 a 84.

Os destaques do Macaé na partida foram o ala Jamaal, que saiu como cestinha do jogo com 24 pontos e o também ala Márcio, que anotou 20. Pelo Mogi, Tyrone foi o cestinha da equipe com 21 pontos e 8 rebotes, enquanto Shammel fez 18, pegou 5 rebotes e deu 3 assistências, após ter que jogar o último período como armador.

E o ala Shamell falou sobre ter que atuar na posição de número 1: “O Paco falou né: “Quinto jogo, vai acontecer muita coisa. O que é mais importante, é sair com a vitória” Acho esse que esse quatro primeiros jogos eu não joguei como armador e faz tempo que não jogo, só atuava quando o Gustavo estava machucado. Foi muito bom colocar Filipin, Jimmy pra eles definirem. Hoje era um pouco ao contrário. Eu tava trabalhando pra eles definirem o jogo. Ai deu certo.”

Reconhecido pela estrela do time como o cara que definiu a partida, o ala Jimmy afirmou que a força coletiva foi o que sacramentou a vitória: “A gente entrou bem focado, firme, e cada quarto teve um momento de um jogador: no começo foi o Paulão, depois o Shamell, o Filipin até que no último quarto um pouquinho eu e o time inteiro trabalhou pra isso. Então acho que acabou mostrando nossa força coletiva nesse jogo 5”.

Agora o Mogi das Cruzes/Helbor espera o confronto entre Bauru e Franca, que também foi ao jogo 5 da série. Caso Franca avance, Mogi terá o mando de quadra. Caso Bauru, que foi o primeiro na fase de classificação, vença, Mogi terá que jogar fora os dois primeiros jogos e se necessário, o quinto também. As datas da próxima fase ainda não foram definidas.

Crédito da imagem: Alex Tavares
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Jornalista em formação no Mackenzie, estagiário do Torcedores.com e fotógrafo. Fanático por basquete, tênis, surf, futebol e futebol americano.