Em 2003, enfim Alemanha conquistava seu primeiro Mundial Feminino

A Copa do Mundo de futebol feminino de 2003, que teria a China como anfitriã, foi sediada nos Estados Unidos, por conta de uma epidemia que atingiu o continente asiático no fim do ano de 2002, e se arrastou pelo ano de 2003.

A doença SARS foi tratada no caso como uma síndrome respiratória aguda grave e um risco para as atletas. Como compensação, a FIFA manteve a classificação automática da China no Mundial, e ainda teve o direito de sediar automaticamente a Copa do Mundo de 2007.

Mudança de local à parte, o Mundial de 2003 fora considerado um dos mais fortes tecnicamente, contando com as grandes forças da época. A Alemanha fez praticamente um torneio perfeito, sendo campeã invicta na competição, tendo o melhor ataque, artilheira e melhor jogadora do torneio.

Este foi o primeiro Mundial levado pra casa pelas alemãs, ao vencer a Suécia na final por 2×1, em um jogo emocionante, com gol na Morte Súbita. As alemãs que haviam batido na trave nos torneios anteriores, perdendo na semifinal em 1991 e na final em 1995. Em 1999, não conseguiram passar das quartas-de-final.

Alguns números e informações da Copa do Mundo feminina de 2003:

Melhor ataque: Alemanha com 24 gols.

Melhor defesa: Estados Unidos com quatro gols levados em seis jogos.

Média de gols: 3, 34 por partida. Foram 107 gols em 32 jogos, com 16 equipes participantes. (além de Suécia e Alemanha,finalistas e China até então era país cede, participaram CAF Nigéria e Gana – AFC Coreia do Sul, Coreia do Norte e Japão – OFC Austrália – Concacaf Estados Unidos e Canadá – UEFA Noruega, França e Rússia – Conmebol Brasil e Argentina).

Média de publico: 20.525 por partida.

Luvas de Ouro: Silke Rottenberg (Alemanha).

Melhor jogadora e melhor marcadora: Birgit Prinz com 7 gols.

Prinz, que conquistaria naquele mesmo ano, e nos próximos dois anos seguintes, o prêmio de melhor jogadora do Mundo, entregue pela FIFA.

Foto: Reprodução



Jornalista em formação - Amante do futebol, seja na América ou Europa. E claro, palmeirense sofredor, mais do que o normal.