Em casa, badminton do Brasil fará estreia em Olimpíada

Seja qual for o resultado ao final da partida, assim que um atleta brasileiro de badminton entrar na quadra do RioCentro para competir oficialmente na Olimpíada do Rio, em 2016, já terá seu nome marcado na história.

Isso porque será a primeira vez que o país terá um representante olímpico nesta modalidade. Por ser sede, o Brasil tem vaga assegurada na categoria simples masculino e feminino.

Sonhar com os lugares mais altos do pódio logo na estreia é uma possibilidade remota, como afirma o presidente da Federação de Badminton do Estado de São Paulo (Febasp) Manoel Gori.

“O Brasil consolida-se como potência na América do Sul. No continente, há outras forças como Estados Unidos e Canadá. Mas a nível mundial, ainda é muito difícil disputar com equipes asiáticas. Por isso, a medalha olímpica ainda está distante da nossa realidade”, disse.

Mesmo sem previsão de medalha, a Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) espera que o Brasil figure entre as dez maiores potências olímpicas nos Jogos do Rio. Neste ano, a meta é ganhar a medalha de ouro no Pan-Americano, disputado em julho, no Canadá.

Os melhores resultados do Brasil aconteceram justamente em Jogos Pan-Americanos. Ao todo, o País possui três medalhas de bronze, duas conquistadas no Rio, em 2007, e uma nos Jogos de Guadalajara, em 2011.

Curiosidades

De origem indiana, o badminton ganhou notoriedade no século 19, quando colonizadores ingleses começaram a praticá-lo e difundi-lo pela Europa. Hoje, é considerado o segundo esporte mais popular do mundo, com cerca de 150 milhões de praticantes, atrás, apenas, do futebol. Coreia do Sul, China e Indonésia revezam-se na conquista das medalhas olímpicas, desde quando o badminton entrou no calendário olímpico, nos Jogos de Barcelona, em 1992.

O badminton assemelha-se ao tênis, porém, a bola é uma peteca, feita com pena de ganso, e que pode atingir até 300 km/h no saque. A quadra mede pouco mais de 14m de comprimento por 5m de largura, dividida por uma rede de 1,55m de altura. Cada jogador defende um lado e define-se o ponto quando a peteca toca o solo do campo adversário. Vence o jogo quem for o melhor de 3 sets, cada um disputado a 21 pontos.

Segundo dados da Febasp atualmente 25 mil pessoas praticam o esporte no Brasil. Deste total, 18 mil estão no estado de São Paulo. Fabiana Silva e Daniel Paiola são os atletas brasileiros com a melhor colocação no ranking mundial, na 62ª e 67ª colocações, respectivamente.

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