Ferrari e Marlboro, camuflagem que dura até hoje

27 Jun 1999: Michael Schumacher in action in his Ferrari during the French Grand Prix at the Circuit de Nevers in Magny-Cours, France. Mandatory Credit: Michael Cooper /Allsport

A parceria começou em 1984 e podemos afirmar que dura até os dias de hoje.  Embora os patrocínios de tabaco sejam proibidos na categoria é comum equipes serem patrocinadas por estes e estamparem mensagens camufladas em seus carros com alusões aos cigarros.

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Quando equipes foram proibidas de estampar os nomes propriamente ditos dos cigarros o que se viu nos carros da Ferrari no lugar onde estava escrito Marlboro? Algo que parecia um código de barras gigante, mas ao olhar direito o que lembravam aqueles “riscos”? Se você respondeu cigarros, parabéns, você acertou.

Mesmo depois da proibição da propaganda tabagista, a equipe de Maranello ainda levou a marca dos cigarros por um longo tempo em seu nome oficial e só retirou recentemente, mais precisamente em 2011.

A F1 proíbe patrocínios tabagistas estampados nos carros desde 2006. Aliás, quando se fala em Marlboro e Ferrari, essa combinação é exatamente o motivo de a McLaren não ter mudado sua pintura para o branco e vermelho, a equipe Inglesa em sua época vencedora com Senna e Prost era patrocinada pela mesma marca que hoje é “parceira” de Ferrari. Embora seja cheia de dinheiro, a equipe não faria (ou sequer fará) propaganda gratuita para um ex-patrocinador, afirmou Ron Dennis recentemente em entrevista quando foi questionado sobre a pintura de seus bólidos.

Mesmo com a proibição de ter suas marcas estampadas nos carros, as empresas tabagistas ainda investem forte na categoria. Os chefões do mundo do cigarro dizem que “mesmo com a proibição, o vínculo da velocidade com o cigarro ainda permanece forte”.

O que confirma a frase anterior se dá na prática. No ultimo dia 14 de maio, a Ferrari anunciou a renovação de contrato com a Philip Morris, empresa de tabaco cujo portfólio possui marcas como Marlboro, Shelton e Muratti, até 2018. De acordo com Maurizio Arrivabene a empresa tabagista é o principal patrocinador da Scuderia de Maranello, os valores do acordo não foram revelados, mas estima-se que os cigarros tragam em torno de 180 milhões de Euros para a equipe.

Existe a proibição, mas mesmo assim, é vantajoso economicamente para os tabacos investirem na F1, esses acordos com empresas tabagistas dificilmente deixarão de existir no circo de corridas. Deixando de fora o fator saúde, é claro, esses acordos são mais do que essenciais para a sobrevivência de equipes, ainda mais na F1 onde o dinheiro não é repartido entre as equipes de forma correta.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.