Filipinho levanta torcida com aéreos e encara Ítalo Ferreira em semi verde-amarela no Rio

Em mais uma atuação convincente nas águas do Rio, Filipinho Toledo provou que não está sentindo dificuldade alguma em ser o protagonista da quarta etapa do Circuito Mundial de Surfe. Na tarde desse sábado, o caçula da chamada ‘Brazilian Storm’, a legião nacional de surfistas na elite do esporte, derrotou o neozelandês Ricardo Christie por 15.00 a 11,50 e avançou às semifinais da única perna da liga no País, disputada nas ondas do Postinho. Na bateria seguinte, Ítalo Ferreira levou a melhor no duelo de potiguares contra Jadson André por apertados 14,30 a 13,47 e fará mais um clássico verde-amarelo contra Filipinho, assegurando assim um brasuca na decisão do Rio Pro.

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Assim como fez na sexta-feira, quando tirou nota 10 no quarto round, Filipinho conseguiu uma nota alta logo em sua primeira onda após um bonito aéreo com rotação completa para delírio da torcida que lotou a orla da praia da Barra. A manobra lhe rendeu um 8,33, contra 4,00 de Christie na sequência.

Em vantagem, o paulista de 20 anos encarou uma direita faltando a pouco menos de 15 minutos para o fim da bateria e novamente soltou outro 360º, que já viraram rotina na etapa carioca. Além disso, encaixou boas manobras que convenceram os jurados a darem nota 6,67 e sua vantagem aumentou para 15,00 a 5,10. Christie ainda buscou o resultado, encarou algumas ondas e tirou um 7,50, porém nota insuficiente para roubar a dianteira do número 3 do ranking mundial.

Com a vaga garantida na semifinal, Filipinho pegou carona no jet ski da organização até chegar às areias para receber de perto o carinho dos fãs enlouquecidos. Um título no Rio o colocará na vice-liderança da temporada a poucos pontos de Adriano de Souza, o Mineirinho. Vale lembrar que Filipe já conquistou uma etapa do WLS: em Gold Coast, na Austrália.

Enquanto Filipinho era recebido nos braços dos cariocas, Jadson André e Ítalo Ferreira faziam o duelo potiguar na água recheado de reviravoltas. Após um começo de bateria sem grandes manobras, Jadson tomou as rédeas após receber nota 7,87 dos juízes. Ítalo tratou de responder à altura pouco depois com um 6,50.

Jadson voltou a ficar na frente após obter um 5,87 aumentando a ponta para 13,74 pontos contra 13,50 do amigo mais novo. A cinco minutos do fim, todavia, Ítalo foi brilhante numa direita com bastante arrojo e conseguiu arrancar uma nota 7.30 providencial, indo a 14,30 contra 13,74. Nos minutos restantes, Jadson foi para o tudo ou nada, tentou aéreos, drops, mas observou o calouro Ítalo utilizar bem a prioridade nas ondas e avançar à semifinal com estilo. Um abraço selou a disputa entre os conterrâneos.

Esta será a primeira semifinal da carreira de Ítalo Ferreira, que tinha como melhor resultado o nono lugar obtido em Gold Coast, tendo batido inclusive o 11 vezes campeão Kelly Slater. É o primeiro ano do potiguar na elite do surfe mundial.

A outra semifinal será entre australianos. Bede Durbidge derrotou o favorito Josh Kerr por 14,30 a 11,20 e enfrentará no duelo ‘aussie’ Matt Wilkinson, que bateu o conterrâneo Owen Wright por 13,76 a 11,30.

QUARTAS DE FINAL
1: Filipe Toledo (BRA) 15,00 X 11,50 Ricardo Christie (NZL)
2: Jadson André (BRA) 13,74 X 14,30 Ítalo Ferreira (BRA)
3: Josh Kerr (AUS) 11,20 X 14,30 Bede Durbidge (AUS)
4: Matt Wilkinson (AUS) 13,76 x 11,30 Owen Wright (AUS)

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Foto: Divulgação/WSL



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.