Ginástica Artística: mais estrutura, mais pódios

Um convênio firmado entre a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e o Ministério do Esporte, no valor de R$ 7,3 milhões, possibilitou a maior importação de equipamentos para a modalidade feita pelo Brasil nos últimos 40 anos. Foram 300 aparelhos de ginástica artística, 618 de rítmica e 92 de trampolim, além de 166 materiais auxiliares, de fabricação nacional.

LEIA MAIS:
Maluco invade competição de saltos ornamentais, dribla segurança e pula na piscina
Opinião: Flávia Saraiva será o xodó brasileiro na Rio 2016

Os aparelhos usados na etapa de São Paulo da Copa do Mundo – tanto para competição quanto para aquecimento e treinamento – são resultado deste convênio. Treze locais de treinamento, em diferentes regiões do Brasil, também foram beneficiados. Um exemplo é o Centro de Excelência de Ginástica do Paraná (CEGin), onde treina Lorrane Oliveira, 17 anos, prata na trave na etapa da Eslovênia da Copa do Mundo e finalista do solo na etapa de São Paulo. Os equipamentos foram entregues em agosto do ano passado ao CeGin.

Outro local favorecido pelo convênio foi o centro de ginástica artística de São Bernardo do Campo (SP), “casa” de Diego Hypolito e Caio Souza, também da Seleção Brasileira. Atualmente, Diego se divide entre os treinamentos na cidade paulista e no CT do Rio de Janeiro, gerido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), onde as seleções feminina e masculina se preparam para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, em julho, e para o Mundial de Glasgow, na Escócia, em outubro. Para o bicampeão mundial, os investimentos poderiam ter começado mais cedo, mas ele reconhece a melhoria da estrutura de treinamento, não só na capital fluminense.

Outros dois convênios do Ministério do Esporte, desta vez com a Prefeitura de São Caetano do Sul – cidade natal do campeão olímpico Arthur Zanetti –, destinam-se à construção e equipagem de um novo ginásio para a ginástica no município. O local será utilizado para incrementar a iniciação de atletas na modalidade e para abrigar as equipes de base. O investimento total nas obras será de R$ 7,8 milhões (R$ 7,2 milhões federais e R$ 631,8 mil de contrapartida municipal), além de outros R$ 2 milhões do Ministério do Esporte para a compra de aparelhos.

Os centros farão parte da Rede Nacional de Treinamento, um dos principais projetos de legado e que visa interligar instalações esportivas existentes ou em construção em todo o país, fortalecendo o esporte da base até o alto rendimento.

Fonte: Ministério do Esporte
Foto: Getty Imagens



Sou um apaixonado por esportes olímpicos!