Opinião: Juventus x Real Madrid – indefinição e igualdade

Se enganou quem achou que a Juventus fosse ser ‘atropelada’ pelo Real. Também não acertou, como este pobre que vos escreve, quem achou que o time do goleiro Buffon fosse apenas se defender diante da equipe merengue. Usando uma formação tática igual ao de seu rival (4-4-2), o time italiano baseou-se no adversário para complicar, e muito, a vida dos madridistas.

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Massimiliano Alegri começou pela escalação de Vidal como um terceiro homem do meio-campo, com a função de chegar com frequência ao ataque. Funcionou. Continuou com a presença de um jogador cuja a função não era exercida por ninguém do outro lado: Pirlo. Um jogador que, mesmo aos 35 anos, é capaz de estar entre os três jogadores do time que mais correram durante a partida. Inegável sua capacidade para distribuir o jogo, se aproximando mais dos zagueiros para conduzir a bola desde a ‘fonte’.

Passou por Tevez, o jogador mais perigoso do time, que foi o responsável quase que sozinho pelo segundo gol. A movimentação feita para receber a bola que ele chutaria cruzada, que resultou no gol de Morata, também é algo a não ser desprezado. Um craque. Até a Argentina de Messi sentiu sua falta na Copa. Um pecado capital cometido por Alejandro Sabella.

Pelo lado do Real, o principal ‘culpado’ pela derrota nem se quer esteve em campo: Modric. Que falta fez o croata. Por não confiar em seus volantes, incluindo o brasileiro Lucas Silva, Ancelotti fez a opção de colocar Sérgio Ramos para desempenhar a função. Um grave engano. Com seguidos passes errados, o volante/zagueiro pouco ajudou na armação do time, o que obrigava os zagueiros a saírem na base do ‘chutão’. James também teve uma atuação discreta. Deu o passe para o gol de Cristiano Ronaldo (sempre ele), mas, no mais, pouco fez.

Benzema também fez falta. Não há como compará-lo, com todo o respeito, a Chicharito. O mexicano fez o gol da classificação contra o Atlético, mas não está no mesmo nível dos demais companheiros. Ao final, o saldo é de indefinição no confronto, mas de uma certeza absoluta: ninguém está acima de ninguém no quesito qualidade técnica. Pelo menos, não com as ausências do time de Madrid.

Foto: Getty Images



Apaixonado por esportes, estudante de jornalismo