Mesmo camuflada, West marcou época como patrocinadora da McLaren

O ano era 1997. A McLaren acabara de perder o patrocínio da marca de cigarros Marlboro, parceria das mais vitoriosas de toda a história da Fórmula 1, e que vigorou de forma regular entre 1979 e 1996. Este período marcou época entre os fãs da categoria, com o time conquistando seis campeonatos de construtores e obtendo títulos de pilotos com Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991) e Alain Prost, que faturou três taças pela escuderia inglesa (1985, 1986, 1989).

O time precisava de uma nova parceira, e aí surgiu a West, uma marca de cigarros produzida por uma fabricante alemã, firmaram um acordo para que a empresa fosse a principal patrocinadora da equipe, uma das mais fortes da Fórmula 1. A parceria durou até 2005, porém, a proibição de propagandas tabagistas imposta pela União Europeia em 2000 obrigaram a escuderia inglesa a arrumar formas de manter alguma lembrança da marca, sem expor seu nome.

A solução encontrada pelo time comandado por Ron Dennis foi simples: colocar o nome de seus pilotos no lugar da marca West, mantendo o layout da marca de cigarros. Neste período, Mika Hakkinen, David Coulthard, Kimi Räikkönen, Juan Pablo Montoya e Pedro de la Rosa tiveram seus primeiros nomes expostos nas corridas europeias. Alexander Wurz, que disputou apenas o GP de San Marino de 2005 pelo time, teve seu nome exposto como “Alex”.

Com o anuncio do banimento total das propagandas de cigarro, que passou a vigorar em 2007, a West optou por acabar com a parceria com a McLaren em 2005. Neste período, o time inglês obteve uma expressiva marca de 41 vitórias em 152 corridas, um total de 26% de aproveitamento. A West McLaren Mercedes ainda conquistou 43 poles positions e faturou um título de construtores, em 1988.

Curiosamente, a McLaren não conseguiu conquistar títulos após o término do acordo com a West. Em que pese a temporada de 2007 ter terminado com o time na liderança do campeonato de construtores, o título foi perdido por conta do escândalo de espionagem às equipes rivais. Kimi Räikkönen faturou o título no GP do Brasil, deixando Fernando Alonso e Lewis Hamilton empatados na segunda colocação. Já em 2012, mesmo com oito poles e sete vitórias, os ingleses foram terceiros entre os construtores.



Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.