O possível renascimento da F1

Fonte: Instagram Hugo_F1_Ureau

O grupo de estratégia da F1 se reuniu no último dia 14 de maio para debater o futuro da categoria. Na reunião estavam presentes ninguém menos do que Bernie Ecclestone, Jean Todt e representantes de: Ferrari, McLaren, Williams, RedBull, e Force India.

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Foram discutidas estratégias que melhorem as corridas e tragam o público de volta, mas as mudanças são “apenas” para 2017. Ou seja, a procissão continua em 2016.

As medidas visam deixar o esporte mais emocionante para os espectadores, telespectadores e também para os pilotos.  As mudanças a serem introduzidas são volta do reabastecimento (o que deve fazer cair a desinteressante “regra” de economia de combustível dos pilotos durante as provas), mudança no tamanho dos pneus, que ficarão mais largos. A aerodinâmica deve mudar, deixando os carros com um visual mais agressivo, os motores continuarão sendo V6, porém ganharão mais força, e o barulho (ah, o barulho) voltará com força total, segundo os participantes da reunião os tempos de volta devem despencar de 5s a 7s.

Ainda no acordo, ficou acertada, já para 2016 a escolha livre de dois compostos de pneus, para pista seca dos quatro disponíveis em cada corrida, existe também a possibilidade do retorno das equipes clientes, o que a meu ver faria com que o grid crescesse e tivesse qualidade, tudo o que os fãs gostariam de ver.

Porém algumas situações ainda são incógnitas, como por exemplo, alteração de relação das marchas nas provas e a quantidade de motores que poderão ser utilizados. Pontos extras que poderiam ser obtidos através de voltas mais rápidas e pole não foram discutidos.

Bernie enfim pareceu se sentir ameaçado com a chuva de reclamações e já deve ter percebido que a qualidade (das corridas, de velocidade, de disputas) caiu e parece se mexer ao dar ouvidos para as equipes. Que as mudanças surtam efeito e que 2017 chegue logo, a F1 enfim dá sinais de que ao menos tentará voltar a ser como em seus tempos áureos.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.