Opinião: Segundo UFC sem nenhum brasileiro de destaque no card evidencia abismo entre tops e base

O UFC Fight Night 66 acontece neste sábado (16) em Manila, nas Filipinas e terá na luta principal os pesos penas (66kg) Frankie Edgar e Urijah Faber. Será o segundo card consecutivo do UFC sem nenhum lutador brasileiro. A ultima vez que um atleta do pais subiu no octogóno foi no UFC 186, dia 25 de abril. Nos dois eventos posteriores – dois eventos “FIght Night” apenas estrangeiros.

LEIA MAIS:
Ronda, sobre Tinder: “O único com quem troco afagos é o meu cachorro”
Filipina famosa por comercial de camisinha é a nova ring girl do UFC; confira

O fato de o Brasil ter participado de um evento numerado – sempre mais revelante que o Fight Night – e ter ficado de fora de dois cards menores, indica duas coisas: a primeira é que o o pais tem lutadores na elite do UFC.

Hoje, o Brasil tem três cinturões no UFC: o dos penas (66kg), com José Aldo, dos leves (70kg), com Rafael dos Anjos (foto), e o interino dos pesos pesados (120kg), com Fabrício Werdum. O número pode aumentar, visto que Vitor Belfort disputa no dia 23 de maio o título dos médios (84kg) e Renan Barão tenta reconquistar o cinturão dos galos (61kg) no dia 25 de julho. E Bethe Correia se tornou a primeira lutadora do país a tentar um cinturão feminino. Ela enfrentará Ronda Rousey pelo título dos galos femininos no UFC 190, dia 1º de agosto.

Ao mesmo tempo, é possível constatar que faltam lutadores na base da pirâmide. Normalmente, os eventos do tipo “Fight Night” são destinados a atletas menos famosos – com exceção dos combates principais. E nenhum brasileiro apareceu no UFC Fight Night 65 (encabeçado por Stipe Miocic e Mark Hunt) e nenhum estará no UFC Fight Night 66 (cuja luta principal será Frankie Edgar x Urijah Faber).

O último brasileiro a lutar no UFC foi o paulista Fábio Maldonado, derrotado por Quinton “Rampage” Jackson no UFC 186, dia 25 de abril, no Canadá. A luta foi a segunda mais importante da noite. Além de Maldonado, Thomas Almedia abriu o card principal diante de Yves Jabouin. Nenhum brasileiro estava no card preliminar.

Ou seja: a distância entre o topo e a base da “cadeia alimentar” brasileira no UFC é grande. Programas como o “The Ultimate Fighter” são bons para revelar lutadores. Fora do Brasil, atletas saídos do reality show já foram campeões do UFC. As edições brasileiras ainda não revelaram nenhum talento desse calibre. Mas existe, sim, possibilidade.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.