Ouro no Mundial de Ginástica, Ângelo Assumpção está sem patrocínio

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Quem acompanhou o Mundial de Ginástica Artística Etapa São Paulo nesse fim de semana, ao vivo e em cores no Ginásio do Ibirapuera, ou aqui pelo Torcedores.com, teve a oportunidade de saber da vitória de Ângelo Assumpção, ouro na prova de salto, ao lado de seu ídolo, medalha de prata, Diogo Hypolito. Dobradinha de pódio, conquistada no sábado, anterior a de Arthur Zanetti (ouro) e Henrique Flores (prata) nas argolas (domingo), intensamente comemorada pelos presentes e todos que acompanham a trajetória dos atletas.

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Após dois dias de sua vitória, o portal BBC Brasil revela para o mundo uma triste realidade vivida pelos atletas brasileiros, a dificuldade de se manter através do esporte. “O ginasta que treina desde pequeno no Esporte Clube Pinheiros (SP) espera poder alavancar de vez a sua carreira. Assumpção recebe salário do clube e está tentando renovar sua bolsa-atleta com o governo federal até os Jogos Olímpicos, mas ainda não tem patrocínio particular”, diz um trecho da matéria.

Vale lembrar aqui, da história semelhante do também ginasta Arthur Zanetti. Somente após o ouro nos Jogos Olímpicos em Londres/2012, e com o destaque na imprensa, é que conseguiu melhorar suas condições de trabalho, e de renda. “Eu espero que abra várias portas, porque eu estou sem patrocínio pra mim, queria conseguir isso pra minha carreira. Tem que abrir bastante portas para a ginástica, para as competições que vão vir”, disse Assumpção ao BBC Brasil.

Condições de trabalho não é o caso do atleta, já que treina em um clube tradicional de São Paulo. Treinou, acreditou, foi escalado para o Mundial de Ginástica na última hora (devido a uma lesão, o ginasta Arthur Nory Mariano foi cortado do Mundial) apresentou resultado e agora, espera-se que possa colher os frutos de sua glória.

E é bom ir se acostumando, Brasil, porque é dessa forma que o país trata o seu atleta. 2016 está aí, a cobrança por resultados vai ser gigante. Então, é bom ficar de olhos bem abertos, na história dos atletas e profissionais do esporte.

“Nosso país é assim, é meritocracia. Primeiro você tem que provar que você pode ser medalhista, para depois colher os frutos. Ele conseguiu a medalha agora, agora é que vão olhar para ele”, disse Marcos Goto, ao portal BBC, técnico de Zanetti e membro da comissão técnica da seleção brasileira.

Foto: Divulgação/CBG



Edilene Mendonça é jornalista diplomada pela UNISA (Universidade de Santo Amaro). Sua trajetória profissional inclui atuações em produtora de vídeo, tevê, campanha política, assessoria de imprensa, site infantil e esporte. Pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU).