Paulistão em números: Santos foi campeão em campo e na indisciplina

Getty Images

O Santos tem todos os motivos para estar feliz da vida nesta segunda-feira. O time foi o campeão paulista, derrubando o estigma de que faria feio no torneio, por não ter contratado reforços badalados, e os rivais São Paulo e Palmeiras, considerados favoritos quando o campeonato começou. O clube alviverde, então, foi a última vítima, derrotada apenas no segundo jogo da final e nos pênaltis.

LEIA MAIS:
Paulistão em números: Palmeiras foi a equipe que mais levou torcedores como visitante
Paulistão em números: Campeão, Santos teve também o melhor ataque

Porém, a despeito dessa trajetória gloriosa, o Santos também é o campeão em um critério nada virtuoso: os jogadores da equipe foram alguns dos mais indisciplinados do Estadual e o lateral-direito Cicinho, em especial, terminou o campeonato como o líder em cartões vermelhos recebidos, ao lado de Marcelo Cordeiro, do São Bento, e Wagner Silva, do Mogi Mirim. Cada um deles foi expulso de campo duas vezes, de acordo com informações do site Footstats.

Em cartões amarelos, o time é ainda mais soberano. Valencia e, de novo ele, CIcinho, levaram sete cartões amarelos cada, ocupando a segunda posição na tabela de indisciplinados. Eles perdem apenas para o zagueiro Vitor Hugo, do Palmeiras, que foi “amarelado” nove vezes pela arbitragem.

Aliás, o volante colombiano também aparece entre os atletas que foram para o chuveiro mais cedo ao longo do Campeonato Paulista, com uma expulsão. Curiosamente, porém, nenhum dos três citados figura como um dos jogadores mais faltosos da competição. Pelo contrário, o único santista que aparece na tabela dos jogadores que mais cometeram faltas é um atleta de ataque, não de defesa: Ricardo Oliveira, que aliás foi artilheiro do campeonato, com 11 gols, aparece como o oitavo mais faltoso, com 31 faltas cometidas.

Os líderes nesse quesito são os palmeirenses Gabriel e Lucas, que fizeram 44 e 38 faltas, respectivamente. O primeiro, aliás, que atua como volante e lateral, levou um cartão amarelo na final, neste domingo, bem como Valencia. Os dois não foram expulsos, diferente de Dudu, Geuvânio e Victor Ramos, mas exerceram papéis fundamentais para suas equipes ao longo da partida. No final, porém, apenas um saiu sorrindo: justamente aquele que, literalmente, mais brigou para isso.

Foto: Getty Images



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...