Que a falta de punição na Argentina, sirva de lição para a impunidade brasileira!

Crédito da foto: Reprodução/TV

Que a falta de punição na Argentina, sirva de lição à impunidade brasileira! Não há outra lição a tiramos para a realidade brasileira a não ser essa. Por quase duas décadas nos encantamos com a La Bombonera, até mesmo com o fato de um simples escanteio a ser cobrado pelo time rival do Boca exigir uma complexa operação policial, mas isso chegou ao limite nesta quinta-feira (14) e tomara que o Brasil tenha entendido esse recado.

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Recentemente, a baderna generalizada na final do Campeonato Cearense, em que torcedores do Fortaleza e do Ceará transformaram o campo da Arena Castelão em um verdadeiro cenário de guerra, ocorreu no Brasil, não na Argentina. A cada clássico, parte do estádio que recebe a partida é depredado pela torcida visitante, estando isso representado no número de cadeiras quebradas praticamente a cada rodada.

Onde está, no Brasil, a punição para isso? Se queremos cobrar dos outros esse tipo de atitude, por que não as tomamos quando devemos? O que aconteceu na Argentina não está muito longe do que acontece por aqui, aliás, o fato de a maior parte dos episódios nacionais atingirem apenas torcedores é o que garante a sua continuidade.

A Argentina está longe de ser um exemplo de coibir a violência no futebol. O jogo entre Boca Juniors e River Plate só foi suspenso porque o time visitante não tinha condições físicas de disputá-lo após ser submetido ao gás de pimenta, pois, do contrário, a bola seguiria rolando, ainda que parte dos torcedores estivessem sem poder enxergar.

Em 2013, na confusão entre Atlético-PR e Vasco, a partida não foi suspensa, já que os atores do espetáculo não haviam sido atingidos fisicamente. Entretanto, isso foi sorte, a qual o clássico argentino não desfrutou na noite de ontem. Para eles, isso precisa ser uma lição aprendida e para nós também. A punição ou o castigo aplicados são educativos, pedagógicos com a funçao de conduzir esse tipo de torcedor (que é a minoria)  a uma conduta digna do espetáculo que ele assiste.

Ou se adapta as condições de sociabilidade para assistir a um jogo de futebol, ou fica proibido de ir ao estádio, o que não se pode mais é correr o risco de ter um duelo tão espetacular como Boca x River, Gre-Nal, Flamengo x Vasco, Cruzeiro x Atlético-MG, Palmeiras x Corinthians, entre outros, encerrado precocemente. Pode uma pessoa acabar com a festa de 50 mil? Não e o Brasil também precisa aprender a punir a minoria, para garantir a festa da maioria.

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