Segundo colunista, Eurico Miranda lidera “guerra” contra as cotas de TV

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Para o jornalista Cosme Rimoli, do portal R7, o presidente do Vasco da Gama Eurico Miranda lidera um movimento para modificar a maneira como se dá a divisão de cotas de TV entre os clubes de futebol, mesmo ciente de que os contratos já foram estabelecidos até 2018.

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O fato de a Espanha está parada discutindo esse assunto dá forças para que o mesmo processo ocorra no Brasil. Por aqui, Corinthians e Flamengo ganham R$ 110 milhões. São Paulo, R$ 80 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 70 milhões. Santos, R$ 60 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 45 milhões.

Contudo, a tendência é que essa disparidade aumente a partir do ano que vem, quando os valores subirão na seguinte proporção: Flamengo e Corinthians passarão a ganhar R$ 170 milhões por ano. O São Paulo, R$ 110 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 100 milhões. Santos, R$ 80 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 60 milhões.

De um lado, Flamengo e Corinthians buscam resguardar seus direitos com base no que está assinado, mas esse barril de pólvora só precisa de uma fagulha para explodir e, segundo Rimoli, ela pode vir com uma decisão favorável na Espanha a uma divisão mais justa. Por lá, Real Madrid e Barcelona há décadas negociam individualmente as cotas e ficam com algo em torno de 37% do que a TV paga.

O objetivo de Eurico é que no Brasil ocorra algo parecido com o que acontece na Inglaterra: 50% da receita seriam divididos igualmente entre os times, 25% distribuídos de acordo com a classificação da equipe na última temporada do campeonato em questão e 25% repassados proporcionalmente à média do número de jogos transmitidos no ano anterior. Para alcançar seu objetivo, Eurico já avisou que irá até as últimas consequências e dirigentes de outros clubes como Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Fluminense, Atlético Mineiro, Santos e Palmeiras podem ajudá-lo nisso.

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