Opinião: a escola gaúcha de treinadores e o declínio do futebol brasileiro

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O futebol brasileiro é conhecido por todo o mundo por causa de seu estilo de jogo que sempre busca o ataque, ou melhor, era conhecido…

Durante as duas últimas décadas os técnicos brasileiros começaram a “copiar” muita coisa que acontecia no futebol europeu, como táticas e estratégias de jogo, quando quem deveria se basear em algo de lá eram nossos cartolas e dirigentes, buscando organização e seriedade.

O futebol brasileiro mudou, infelizmente, pra pior. Jogos da seleção e dos clubes, famosos pelo seu futebol alegre e irreverente, que buscava sempre a vitória, o gol e dava gosto de ver ficaram chatos e pragmáticos, onde o objetivo é apenas não perder e não deixa o torcedor nem um pouquinho animado!

Curiosamente, nesta época começou a crescer ainda mais uma tradicional escola de treinadores, a escola gaúcha. Citarei aqui apenas os quatro mais famosos, mas existem muitos outros espalhados pelos maiores times do futebol nacional. Luís Felipe Scolari, Mano Menezes, Dunga e Tite são alguns dos treinadores mais badalados ultimamente.

Felipão era o comandante do penta em 2002, Dunga foi o capitão do tetra e assumiu a seleção após a copa de 2006, Mano, após bons trabalhos em Grêmio e Corinthians, assumiu a seleção após queda de Dunga e Tite, treinador do Corinthians nos títulos da Libertadores e Mundial em 2012, é o mais cotado para assumir o comando da amarelinha no futuro.

Não se pode negar que são técnicos vitoriosos e que ganharam títulos por onde passaram, mas o ponto em discussão é o estilo de jogo dos quatro conterrâneos. A mentalidade defensiva e medo de perder são facilmente observados tanto em jogos contra gigantes como contra os pequenos.

Existe uma diferença enorme entre jogar para vencer e jogar para não perder. Quando se entra em campo com a cabeça na vitória o medo não existe, o time vai pra cima porque quer ganhar. Quando o treinador prefere não perder do que ganhar, ou seja, achando que o empate já está ótimo, o time joga o suficiente para segurar aquele 1×0 sem graça que não empolga nem o torcedor mais alegre do mundo.

Também existem mais semelhanças entre estes técnicos. Dificilmente surgem as famosas apostas da base ou garotos que mostram qualidade. Os que jogam são sempre os mesmos, os que aceitam e se adaptam ao seu estilo de jogo. Seus esquemas táticos são todos iguais, a distribuição em campo é a mesma e parece que em todas as entrevistas que dão, independente das perguntas, respondem todos a mesma coisa.

O futebol brasileiro caminha a passos largos a um declínio maior ainda considerando o que está acontecendo hoje em dia e é difícil ter esperança de ver este jogo virar tão cedo, pois virar jogos com a mentalidade de derrota que cerca e comanda nosso futebol atualmente é quase impossível!

Foto: Getty Images



Tenho 18 anos, sou estudante do primeiro ano de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu - Mooca (SP), torcedor do Corinthians e apaixonado por futebol!